POR QUE A IMPLICÂNCIA COM A IGREJA?

Por Juliano Ribeiro Almeida

Bento XVI_Família

POR QUE A IMPLICÂNCIA?

Os documentos confidenciais da Santa Sé e as cartas pessoais do Papa Bento XVI que foram violadas recentemente e publicadas num livro na Itália estão dando o que falar. E o mais impressionante de tudo é que a maioria dos noticiários apresentou o fato de tal maneira que o leitor ou telespectador é levado a pensar que o erro, nesta história, é da Igreja católica. Aliás, até que se prove o contrário, o senso comum na mídia em geral diz que a Igreja católica é sempre e necessariamente culpada, seja qual for a polêmica.

Os títulos das matérias mostram claramente essa indisposição: “Jornalista lança livro que revela tramas e intrigas no Vaticano” (Terra), “Vazamento de cartas confidenciais do papa gera escândalo na Itália” (Época), “Rede de intrigas” (Isto É), “Manobras e confabulações dentro do Vaticano” (Veja). Não se polemiza sobre o crime da violação de correspondência, não se questiona a veracidade das informações ou a idoneidade da fonte. Em vez disso, apenas se aproveita mais uma oportunidade para bater nesta instituição que dizem ser arcaica, ultrapassada, um grande incômodo.

Qual a origem dessa verdadeira implicância da maioria dos editoriais em relação ao catolicismo? Penso que não seja propriamente uma implicância (não há motivos para uma “teoria da conspiração”) e creio que o mal estar não nasce nas salas de edição. O problema é bem maior e anterior.

É bem verdade que a instituição católica adotou, desde o fim da Idade média até meados do século XX, uma postura insistentemente antimodernista e antiliberal. Só no concílio Vaticano II, inaugurado há 50 anos, a Igreja mudou o foco principal da crítica, do filosófico para o social. Mas a cultura ocidental não superou o ressentimento, não percebeu – ou finge não perceber – que houve grandes avanços na forma de a Igreja católica dialogar com o mundo moderno. Muitos continuam querendo ver a Igreja como se ela fosse apenas a zeladora de uma cultura medieval e anunciadora de um grande “não” a tudo o que é considerado bom na cultura pop. Por isso, reagem hoje às manifestações do catolicismo como se ele fosse um inimigo a ser superado ou desprezado.

Portanto, a implicância não é estética, mas comportamental. Não gostam da Igreja, mas não por considerá-la um monte de quinquilharias de museu. Não gostam da Igreja porque ela insiste em apresentar as mesmas respostas, certamente por considerá-las eternas (e hoje tudo é tão fugaz e momentâneo!). Não gostam da Igreja por ela ser coerente demais com seus princípios (o que confundem com ser rígida e inflexível). A Igreja católica não “revê os seus conceitos” como sugeria o famoso comercial (no sentido de traí-los em nome da moda vigente). Ela faz questão de mostrar uma doutrina moral irredutível, como um lutador que apanha, apanha, mas se recusa a pedir arrego. E a Igreja incomoda por ser um caso absolutamente inexplicável pelas teorias do marketing, contrariando todos os desejos e previsões laicistas.

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Juliano Ribeiro Almeida é padre católico da diocese de Cachoeiro de Itapemirim-ES

Postado em: https://carloslopesshalom.wordpress.com

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Um comentário em “POR QUE A IMPLICÂNCIA COM A IGREJA?

  1. QUEM VOTA NO PT QUER QUE JESUS CRISTO E O CRISTIANISMO EXPLODAM!
    Pode parecer exagero mas não é. Explica-se que pretensos membros da Igreja católica, mesmo os separados evangélicos, ambos a seu modo particular procuram todos seguir a Cristo; como podem sê-lo se votam em partido e pessoas materialistas e ateus para governarem a sociedade em que se inserem e estabelecerem as justas leis e promover o bem sob o cristianismo para os mesmos? Esses que assim agem, comportam-se todos como Judas Iscariotes e refinados fariseus dando testemunho contra si mesmos.
    Começaram impondo aborto, a pedofilia por meio da ideologia do gênero ensinando às crianças a se vincularem a gays/lésbicas/emos e zumbis desde tenra idade, uniões gays e glbts; idem retirarem-se crucifixos, celebrarem-se missas ou cultos evangélicos em recintos governamentais, agora querem retirar o “Deus seja louvado” e virão outros em cascata automaticamente, falsamente argumentando que o Estado é laico.
    Quem vota no PT tem participação ativa nisso, graças a seu voto é que os ateus estão agindo dessa forma e favorecem um Estado extremamente ativo ateu militante que tem sido o PT.
    No Juízo Final serão todos interpelados: quem são, que desejam; não foram os que em vida se aliaram a Satanás insurgindo contra minhas leis?
    São todos candidatíssimos a um bem no FOCINHO: NÃO VOS CONHEÇO!

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