O AMOR AOS POBRES

por São Gregório de Nissa (c. 335-395), monge, bispo Sermão 1 sobre o amor dos pobres: PG 46, 463-466

image

Vivamos segundo Deus

Nós, que por cada palavra da divina Escritura somos convidados à imitação do Senhor que nos criou na sua benevolência, eis que desviamos tudo para nossa própria utilidade, medimos tudo de acordo com a nossa vantagem. Atribuímo-nos bens para a nossa própria vida e reservamos o resto para os nossos herdeiros. E não pensamos nas pessoas que estão na miséria nem nos preocupamos minimamente com os pobres. Oh corações sem misericórdia!

Um homem vê o seu próximo sem pão e sem meios para obter o alimento indispensável e, longe de se apressar a oferecer-lhe a sua ajuda para o tirar da miséria, observa-o como observaria uma planta verdejante em vias de secar por falta de água. E, no entanto, este homem possui uma riqueza imensa e seria capaz de oferecer a muitos a ajuda dos seus bens. Do mesmo modo que o débito de uma única fonte pode irrigar numerosos campos numa grande extensão, assim a opulência de uma só casa consegue salvar da miséria um grande número de pobres, a menos que a parcimónia e a avareza do homem o venha a impedir, tal como uma rocha que cai num ribeiro lhe desvia o curso.

Não vivamos unicamente segundo a carne, vivamos segundo Deus.

Posted from WordPress for Android

Anúncios

MAS AFINAL, QUE NEGÓCIO É ESSE DE PECADO?

Pecado original, pessoal, venial, mortal, capital… O que é que tudo isso quer dizer?

image

O que é o pecado?

O conceito de pecado é bastante simples: basicamente, o pecado é um ato de egoísmo exagerado. É preferir a si mesmo e antepor-se a Deus e aos outros, cedendo às paixões desordenadas que nos colocam no centro da nossa própria existência e negando a nossa natureza, que só se completa quando se abre ao próximo e a Deus. O pecado é a recusa a instaurar com Deus e com os outros uma relação de amor. O pecado é um “converter-se às criaturas” e “rejeitar o Criador”. Em geral, o pecador só deseja os prazeres proporcionados pelas criaturas, e não necessariamente quer rejeitar o Criador. No entanto, ao se deixar seduzir por satisfações fugazes proporcionadas pelas criaturas, o pecador sabe, implicitamente, que está agindo contra o amor do Criador, pois sente que o prazer terreno não o preenche e, mesmo assim, não resiste a ele.
 
É por isso que o pecado fere o próprio pecador, afastando-o da plenitude oferecida por Deus. E é por isso que o pecado ofende a Deus: não porque Deus, como Deus, seja diminuído, mas porque nós próprios, ao pecar, nos diminuímos diante da grandeza que Deus nos oferece.
 
Para Jesus, o pecado nasce no interior do homem (cf. Mt 15, 10-20). É por isso que é necessária a transformação interior, do coração. Para Jesus, o pecado é uma escravidão: o homem se deixa ficar em poder do maligno, valorizando falsamente as coisas deste mundo, deixando-se arrastar pelo imediato, por satisfações sensíveis que não saciam a nossa sede de amor e de plenitude.
 
Quais são os tipos de pecado?
 
1 – O pecado original é a herança que todos recebemos dos nossos primeiros pais, Adão e Eva: eles desconfiaram do amor de Deus Pai e cederam à tentação de deixá-lo de fora das suas escolhas pessoais. Como filhos de uma humanidade que perdeu a inocência, todos nós nascemos com a natureza caída de pecadores e precisamos da graça de Deus, mediante o sacramento do batismo, para purificar a nossa alma.
 
2 – O pecado atual ou pessoal é aquele que cometemos como indivíduos, voluntária e conscientemente. Pode ser cometido de quatro maneiras: com o pensamento, com as palavras, com as obras ou com as omissões. E pode ser contra Deus, contra o próximo ou contra nós mesmos. O pecado pessoal pode ser mortal ou venial:

2.1. O pecado venial ou leve é aquele que cometemos sem plena consciência ou sem pleno consentimento, ou então com plena consciência e consentimento, mas em matéria leve. 
  
2.2. O pecado mortal ou grave é aquele que envolve três fatores simultâneos: plena consciência, pleno consentimento e matéria grave.

O que é matéria grave e matéria leve?
 
A “matéria” é o “fato” pecaminoso em si. É gravequando fere seriamente qualquer um dos dez mandamentos. Alguns exemplos: negar a existência de Deus, ofender a Deus, ofender os pais, matar ou ferir gravemente qualquer pessoa, colocar a si próprio em grave risco de morte sem justa razão, cometer atos impuros, roubar objetos de valor, caluniar, cometer graves omissões no cumprimento do dever, causar escândalo ao próximo.
 
Já a matéria leve é aquela que não fere seriamente nenhum dos dez mandamentos, ainda que consista num ato contrário a algum deles. Por exemplo: roubar é pecado, mas a gravidade desse pecado tem graus diversos. Furtar dez centavos não costuma prejudicar consideravelmente a vítima do furto; já o furto ou roubo de uma quantia cuja perda prejudica a vítima de modo considerável passa a ser matéria grave. 
 
Quais são os efeitos do pecado?
 
O pecado mortal mata a vida da graça na alma, rompendo a relação vital com Deus; separa Deus da alma; faz com que percamos todos os méritos das coisas boas que fazemos; impede que a alma participe da eternidade com Deus. Como é perdoado o pecado mortal? Com uma boa confissão ou com um ato de contrição perfeito, unido ao propósito de confissar-se assim que for possível.
 
Quanto ao pecado venial, ele enfraquece o amor a Deus, vai esfriando a relação com Ele, priva a alma de muitas graças que ela receberia de Deus se não pecasse, facilita o pecado grave. Como se apaga o pecado venial? Com o arrependimento e boas obras, como orações, missas, comunhão e obras de misericórdia.
 
E os pecados capitais, onde é que entram?
 
Os pecados capitais requerem especial atenção porque são causa de outros pecados. Podem ser veniais ou mortais, dependendo das condições explicadas acima. Sempre, porém, são “cabeças” de novos pecados e é daí que vem o termo “capital”. São sete:
 
– Soberba: a estima exagerada de si mesmo e o desprezo pelos outros. 
– Avareza: o desejo desmesurado de dinheiro e de posses. 
– Luxúria: o apetite e uso desordenado do prazer sexual. 
– Ira: o impulso desordenado a reagir com raiva contra alguém ou algo. 
– Preguiça: a falta de vontade no cumprimento do dever e no uso do ócio. 
– Inveja: a tristeza pelo bem do próximo, considerado como mal próprio. 
– Gula: a busca excessiva do prazer pelos alimentos e pela bebida.

Há algum pecado que não pode ser perdoado?
 
Sim: o pecado contra o Espírito Santo (cf. Mt 12, 30-32). Em que ele consiste? Na atitude permanente de desafiar a graça divina; em fechar-se a Deus, em recusar a sua mensagem. Essa atitude impossibilita o arrependimento. E, como Deus respeita a nossa liberdade e o nosso livre arbítrio, Ele próprio se deixa obrigar por nós a não nos dar o seu perdão, que depende da nossa aceitação voluntária. O pecado contra o Espírito Santo pode se manifestar, por exemplo, no desespero da salvação, na presunção de se salvar sem mérito, na luta contra a verdade conhecida, na obstinação em permanecer no pecado, na impenitência final na hora da morte.
 
Então qualquer outro pecado, bastando querermos sinceramente, pode ser perdoado?
 
É claro! Deus quer tanto a nossa plena realização junto dele que não hesitou em morrer na cruz para nos redimir! Deus nos espera sempre de braços abertos como um Pai que se esquece de todas as nossas ingratidões, como Ele mesmo deixa claro na belíssimaparábola do filho pródigo (cf. Lc 15,11ss). Basta querermos de verdade o Seu abraço!

(Com extratos do livro “Jesus Cristo”, do pe. Antonio Rivero, LC)

Fonte: http://m.aleteia.org/pt/religiao/artigo/mas-afinal-que-negocio-e-esse-de-pecado-5798505964634112?page=2

Posted from WordPress for Android

O AMOR PODE TRANSFIGURAR TUDO

Por Papa Francisco
Angelus – 01/03/2015

image

“Despojar-se dos bens mundanos para conquistar uma autêntica liberdade interior”.

O despojamento

“Escutem Jesus, é Ele o Salvador, sigam-no!”

“Ouvir Cristo comporta assumir a lógica de seu mistério pascal, colocar-se em caminho com Ele para fazer da própria existência um dom de amor aos outros, em dócil obediência à vontade de Deus, com atitude de despojamento das coisas mundanas e de liberdade interior”.

“É preciso estar prontos a perder a própria vida para que se realize o plano divino da redenção de todos os homens”.

“Subamos nós também ao monte da Transfiguração e paremos para contemplar o rosto de Jesus, para colher a mensagem e traduzi-la em nossa vida, para que nós também possamos ser transfigurados pelo Amor”.

Interação direta com os fiéis

“Vocês acreditam mesmo que o Amor pode transfigurar tudo?”

“As multidões abandonaram Jesus e não acreditaram Nele, assim como os próprios Apóstolos”.

“Jesus nos conduz sempre à felicidade. Ele não nos engana: nos prometeu a felicidade e a dará, se seguirmos em seu caminho”.

Posted from WordPress for Android

50 TONS DE BARULHO VAZIO

Por Maria Emmir Oquendo Nogueira

image

Não dá outra. Na academia, na escola, no Pilates, na web, só dá 50 Tons de Cinza. Uma barulhada sem fim de opiniões, análises, risos, exclamações, gritinhos. Tudo bem típico da artificialidade comercial que vem faz um barulho enorme, eleva o saldo de contas bancárias e …Puf!… desaparece como se nunca tivesse existido.

Durante cerca de 80 semanas, no Brasil, milhões de leitores elevaram a ficção da Sra. E.L. James às listas de best-sellers. Nas últimas semanas, adolescentes fraudam carteiras para ter acesso ao filme e, no caso do ardil não funcionar, “baixam” facilmente um dos vários vídeos piratas. Mulheres que se querem emancipadas, alongam as filas, a sacudir os cabelos, loucas para serem vistas em sua adesão pública à “liberdade sexual”. Outras, com formação mais sólida – mas não o suficiente para resistir à curiosidade – fazem de tudo para se esconder.

Os homens engrossam o borbulhante caldo barulhento projetando-se no milionário Grey e acorrendo às livrarias e salas de cinema, para “aprender” a ser mais eficientes agentes do ídolo prazer, ainda que envolva sevícia, grosseria, violência física e moral, mentira, manipulação, desprezo, desrespeito. É o prazer que importa. Não o amor.

Na contramão, educadores, psicólogos, psiquiatras, postam nas redes sociais alertas, opiniões, protestos, discussões. Dra. Miriam Grossman divulgou artigo breve e excelente sobre o filme e, após inúmeros alertas e desmascaramentos da mídia, conclui:

“Ouça, é da sua segurança e do seu futuro que estamos falando aqui. Não há margem para dúvidas: uma relação íntima que inclui violência, consensual ou não, é completamente inaceitável. É preto e branco. Não existem tons de cinza aqui. Nem mesmo um.”

Entretanto, o barulho ensurdecedor da mídia une-se à vaidade de “ser moderno” e impede a voz da sensatez de ser escutada. Afinal, ler e assistir “50 Tons de Cinza” é selo de estar ligado, por dentro de tudo. É certificado de emancipação, garantia de integração no grupo, passaporte para participação.

Filme e livro são, na verdade, a “cereja do bolo” do culto ao prazer que invadiu nosso tempo. Prazer pelo prazer. Prazer como fim e não como a bela linguagem do amor. Ambos são mais um marco na ascensão da mentalidade que, na minha adolescência era tipificada pelo “La Belle du Jour”. De lá para cá, dezenas de livros e filmes do tipo fizeram, sempre, furioso barulho e foram, literalmente esquecidos após fazer tilintar ruidosamente as caixas registradoras de salas de cinema e livrarias dos anos. 

Seu silencioso e invisível malefício restou, entretanto, atuante, destruindo corações e almas de gerações inteiras, que não foram corajosas o suficiente para viver em coerência com o que creem e em fidelidade a si mesmos.

Posted from WordPress for Android

A ORAÇÃO DOS FILHOS DE DEUS

por Beata Teresa de Calcutá (1910-1997)
Fundadora das Irmãs Missionárias da Caridade – «No Greater Love»

image

A oração dos filhos de Deus

Para ser fecunda, a oração deve vir do coração e poder tocar o coração de Deus. Vê como Jesus ensinou os seus discípulos a rezar. Cada vez que pronunciamos o «Pai Nosso», Deus, creio, põe o olhar nas suas próprias mãos, onde nos gravou: «Eis que Eu gravei a tua imagem na palma das minhas mãos» (Is 49, 16). Ele contempla as mãos e vê-nos nelas, bem aninhados. A bondade de Deus é maravilhosa!

Peçamos, rezemos o «Pai Nosso». Vivamo-lo, e seremos santos. Está tudo nessa oração: Deus, eu próprio, o meu próximo. Se eu perdoar, poderei ser santo, poderei rezar. Tudo procede de um coração humilde; com tal coração, saberemos amar a Deus, amar-nos a nós mesmos e amar o nosso próximo (Mt 22,37ss). Não há nada de complicado nisto, e no entanto nós complicamos tanto a nossa vida, agravando-a com tantos fardos. Só uma coisa conta: ser humilde e rezar. Quanto mais rezardes, melhor rezareis.

As crianças não têm dificuldade alguma em exprimir a sua inteligência cândida em termos simples que muito dizem. Não disse Jesus a Nicodemos que temos de voltar a ser como crianças pequenas (Jo 3,3)? Se rezarmos segundo o Evangelho, permitiremos que Cristo cresça em nós. Reza portanto com amor, à maneira das crianças, com o desejo ardente de muito amar, e de tornar amado aquele que não o é.

Posted from WordPress for Android

VOCÊ SABIA QUE BOB MARLEY SE CONVERTEU AO CRISTIANISMO?

Muitas pessoas acham que ele recebeu o batismo porque sabia que estava morrendo, mas não foi assim: conheça a verdadeira história do ídolo do reggae

Corrado Paolucci

image

“Bob era realmente um bom irmão, um filho de Deus, independentemente de como as pessoas o viam. Ele tinha o desejo de ser batizado há muito tempo, mas havia pessoas próximas que o controlavam e distraíam. Mesmo assim, ele vinha regularmente à igreja.”
 
Esta versão de um inédito Bob Marley foi contada, em uma entrevista publicada pelo Gleaner’s Sunday Magazine em 25 de novembro de 1984, por Abunda Yesehaq – um missionário ortodoxo etíope que chegou à Jamaica na década de 60 e se tornou um grande amigo de Marley, acompanhando o cantor jamaicano em suaconversão ao cristianismo ortodoxo e ao batismo.
 
A comoção de Bob e o batismo
 
Yesehaq, que depois foi arcebispo, viveu de perto o itinerário de aproximação da fé de Bob, que ocorreu alguns meses antes do seu desaparecimento. “Lembro-me de uma vez em que, enquanto eu estava celebrando a missa, olhei para Bob e seu rosto estava coberto de lágrimas.”
 
“Muitas pessoas acham que ele recebeu o batismoporque sabia que estava morrendo, mas não foi assim. Ele foi batizado quando já não havia pressões sobre ele e, quando se batizou, abraçou sua família e choraram, choraram todos juntos durante mais de meia hora.”
 
A luz da Trindade
 
O batismo aconteceu no dia 4 de novembro de 1980, na igreja etíope de Nova Iorque. Ele escolheu o nome deBerhane Selassie (“A luz da Trindade”).
 
Cinco dias depois, Bob foi para um centro de tratamento na Alemanha, onde passou seu 36º aniversário. Três meses depois, em 11 de maio de 1981, faleceu em um hospital de Miami. O funeral, celebrado em 21 de maio de 1981, seguiu o rito ortodoxo, e ele foi sepultado junto à sua Bíblia e sua guitarra Gibson.
 
Ele não foi o único
 
A conversão de Marley acabou contagiando sua banda: Judy Mowatt, uma das cantoras que o acompanharam nas turnês, ficou impactada pelo seu gesto e, alguns anos mais tarde (fala-se de início da década de 90), converteu-se ao cristianismo pentecostal. Ela continua sendo uma das testemunhas oculares do itinerário de fé de Bob Marley.
 
Surpreende inevitavelmente a conversão, às portas da morte, de um cantor que foi o ícone e difusor da crença rastafári, uma espécie de sincretismo religioso muito arraigado na Jamaica, que une elementos procedentes do cristianismo ortodoxo e do animismo, profusamente acompanhado pelo consumo da maconha.
 
Bob Marley é um ícone que continua irradiando seu poder mesmo após mais de três décadas da sua morte. Em muitos aspectos, “Tuff Gong”, o apelido que ele ganhou nas ruas de Trenchtown, o gueto de Kingston, é uma figura única na história musical e não somente no século XX.
 
Filho e pai branco e mãe negra, discriminado, ele se tornou um líder político e espiritual para a Jamaica, e foi a primeira grande celebridade da música do terceiro mundo. É difícil encontrar nas crônicas da música popular um personagem que tenha conseguido transmitir essa mensagem de irmandade e de paz.
 
Com o reggae, Marley levou a cabo uma operação comparável à obra da evolução e popularização realizada pelos Beatles com o pop: o mundo descobriu e amou o reggae graças a ele, à sua habilidade de fundi-lo com outras músicas, à sua extraordinária capacidade de convertê-lo em uma linguagem universal e imediatamente compreensível por todos.

Fonte: http://m.aleteia.org/pt/artes-entretenimento/artigo/voce-sabia-que-bob-marley-se-converteu-ao-cristianismo-5855370111090688?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt-10/02/2015

Posted from WordPress for Android

A ORAÇÃO DE JESUS DIANTE DAS NOSSAS DIFICULDADES

Por Cardeal Joseph Ratzinger (Bento XVI, Papa de 2005 a 2013)
«O Deus de Jesus Cristo»
«Vendo-os cansados de remar, […] foi ter com eles de madrugada»

54Antonio Pereda  Museu of Fine Arts Budapest xvii

Os apóstolos atravessam o lago. Jesus está sozinho em terra, enquanto eles se esgotam a remar sem conseguirem avançar, porque o vento é contrário. Jesus ora e, na sua oração, vê-os a esforçarem-se e vem logo ao seu encontro. É claro que este texto está cheio de símbolos da Igreja: os apóstolos no mar lutando contra o vento, o Senhor ao pé do Pai. Mas o que é determinante é que, na sua oração, enquanto está «ao pé do Pai», Ele não está ausente; bem pelo contrário, ao rezar, vê-os. Quando Jesus está junto do Pai, está presente na Igreja. O problema da vinda final de Cristo é aqui aprofundado e transformado de modo trinitário: Jesus vê a Igreja no Pai e, pelo poder do Pai e pela força do seu diálogo com Ele, está presente junto dela. É justamente este diálogo com o Pai enquanto «está no monte» que O torna presente, e inversamente. A Igreja é, por assim dizer, objecto de conversa entre o Pai e o Filho, ou seja, está ancorada na vida trinitária.