POR QUE A IMPLICÂNCIA COM A IGREJA?

Por Juliano Ribeiro Almeida

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POR QUE A IMPLICÂNCIA?

Os documentos confidenciais da Santa Sé e as cartas pessoais do Papa Bento XVI que foram violadas recentemente e publicadas num livro na Itália estão dando o que falar. E o mais impressionante de tudo é que a maioria dos noticiários apresentou o fato de tal maneira que o leitor ou telespectador é levado a pensar que o erro, nesta história, é da Igreja católica. Aliás, até que se prove o contrário, o senso comum na mídia em geral diz que a Igreja católica é sempre e necessariamente culpada, seja qual for a polêmica.

Os títulos das matérias mostram claramente essa indisposição: “Jornalista lança livro que revela tramas e intrigas no Vaticano” (Terra), “Vazamento de cartas confidenciais do papa gera escândalo na Itália” (Época), “Rede de intrigas” (Isto É), “Manobras e confabulações dentro do Vaticano” (Veja). Não se polemiza sobre o crime da violação de correspondência, não se questiona a veracidade das informações ou a idoneidade da fonte. Em vez disso, apenas se aproveita mais uma oportunidade para bater nesta instituição que dizem ser arcaica, ultrapassada, um grande incômodo.

Qual a origem dessa verdadeira implicância da maioria dos editoriais em relação ao catolicismo? Penso que não seja propriamente uma implicância (não há motivos para uma “teoria da conspiração”) e creio que o mal estar não nasce nas salas de edição. O problema é bem maior e anterior.

É bem verdade que a instituição católica adotou, desde o fim da Idade média até meados do século XX, uma postura insistentemente antimodernista e antiliberal. Só no concílio Vaticano II, inaugurado há 50 anos, a Igreja mudou o foco principal da crítica, do filosófico para o social. Mas a cultura ocidental não superou o ressentimento, não percebeu – ou finge não perceber – que houve grandes avanços na forma de a Igreja católica dialogar com o mundo moderno. Muitos continuam querendo ver a Igreja como se ela fosse apenas a zeladora de uma cultura medieval e anunciadora de um grande “não” a tudo o que é considerado bom na cultura pop. Por isso, reagem hoje às manifestações do catolicismo como se ele fosse um inimigo a ser superado ou desprezado.

Portanto, a implicância não é estética, mas comportamental. Não gostam da Igreja, mas não por considerá-la um monte de quinquilharias de museu. Não gostam da Igreja porque ela insiste em apresentar as mesmas respostas, certamente por considerá-las eternas (e hoje tudo é tão fugaz e momentâneo!). Não gostam da Igreja por ela ser coerente demais com seus princípios (o que confundem com ser rígida e inflexível). A Igreja católica não “revê os seus conceitos” como sugeria o famoso comercial (no sentido de traí-los em nome da moda vigente). Ela faz questão de mostrar uma doutrina moral irredutível, como um lutador que apanha, apanha, mas se recusa a pedir arrego. E a Igreja incomoda por ser um caso absolutamente inexplicável pelas teorias do marketing, contrariando todos os desejos e previsões laicistas.

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Juliano Ribeiro Almeida é padre católico da diocese de Cachoeiro de Itapemirim-ES

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“NÃO CAIAM NO MESMO ERRO QUE EU!”

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“Não caiam no mesmo erro que eu”
(a história de alguém que se deixou seduzir pela falácia abortista)

[Este depoimento foi recebido por correio eletrônico em 29/09/2011
A autora deu permissão para sua publicação]

Meu nome é Gabriela, tenho 32 anos, nasci no RJ, cresci em uma família cercada de amor e cuidados e atenção. Apesar de ter crescido em uma família católica ouvindo sempre os ensinamentos de Deus, achava tudo isto uma grande besteira, meu discurso era de que o ser humano é o único responsável por sua própria existência.

Em minhas preleções cheias de propriedade eu defendia a liberdade da mulher, o aborto e a não existência de Deus.

Em uma vida atribulada e com valores invertidos, fui construindo uma personalidade vaidosa, fútil e egoísta. Com objetivos traçados, eu lutava para conseguir atingi-los na ilusão que minha beleza era eterna e que a minha inteligência era acima do comum. Como estudante e depois como jornalista, trabalhei com artistas famosos e intelectuais, para a maioria das pessoas o aborto era considerado algo normal. Então quando me vi grávida não cheguei sequer a cogitar a opção de ser mãe. Sem nenhum remorso fui a uma clínica para a consulta pela manhã e marquei o procedimento para o mesmo dia à tarde.

Minha única preocupação foi perguntar ao médico se estaria boa para trabalhar no dia seguinte, pois havia o lançamento de um livro e eu precisava estar lá para mostrar o quanto eu era competente.

Acompanhada do meu namorado, que ainda tentou me demover da idéia, alegando que financeiramente um filho seria viável e que gostava de mim, me dirigi para cometer o maior erro da minha vida. Para ele apenas afirmei que era eu quem tinha o direito de decisão, pois para mim a mulher é quem podia decidir ter ou não um filho. Fiz o aborto sem nenhuma dor de consciência e fui tocando minha vida sem Deus.

Ignorante, eu imaginava que éramos os seres humanos, os únicos responsáveis por nossos destinos e que Deus não passava de uma figura inventada para acalentar os fracos.

Um tempo após ter feito o aborto, fui convidada para ir ao MT para um trabalho, já restava com 26 anos, peguei um avião e parti ao que seria minha maior escola.

Em MT, pela vontade de Deus acabei parando em uma cidade fronteiriça com a Bolívia, marcada pela pobreza em demasia e pela promiscuidade. Nesta cidade, conheci um rapaz por quem me apaixonei (era para eu ficar por 4 meses fazendo um documentário sobre população ribeirinha), joguei tudo para o alto para viver este amor e casei-me em dezembro de 2007.

Mas minha vida não foi fácil, meu marido me traía e fui muito humilhada, com a tristeza acabei engordando 24 kg, perdendo a beleza que tanto eu exaltava, não tinha emprego como jornalista, então fui dar aulas de inglês, meu trabalho não tinha nenhum glamour de outros tempos, meus pais não estavam mais por perto para limpar as besteiras que eu fazia. Eu que adorava festas e passava madrugadas nas altas rodas, sofria pelos sumiços de meu marido, que só retornava bêbado pela manhã. E eu que sempre fui tão dona de meu nariz, andava de cabeça baixa resignada. Em meio a toda esta dor fui apresentada a Jesus, comecei a rezar e de alguma forma Ele me acalentava. Certo dia, fui a Catedral que existe aqui na cidade e ajoelhada em frente à imagem de Nsa. Senhora chorei um choro doído que me fez entender muita coisa e agradeci o sofrimento, pois percebi que Deus me deu a oportunidade de sofrer para pagar um pouco os imensos pecados. Naquele momento tive a consciência que cometi um assassinato. Havia matado meu próprio filho! O sofrimento devastou minha alma como uma grande onda, este sofrimento foi como uma bofetada que me fez despertar.

Hoje meu marido se arrependeu da traição e vivemos melhor, voltei a trabalhar como jornalista em uma universidade, nunca mais tive a beleza de antes. Desejei muito ter um filho, fiz várias tentativas, mas nunca consegui engravidar de novo. Sofro muito até hoje e a culpa me persegue.

Percebi que Deus tinha um propósito para minha vida e hoje converso com muitas jovens sobre a importância da solidez de uma família e sou militante CONTRA o aborto. Quero adotar uma criança e dar amor e valores a ela, mas sei que terei esta marca impressa para toda a eternidade.

Dou meu testemunho porque quero de alguma forma ajudar a quem tem dúvidas. Nos fazem acreditar que para ser feliz basta termos uma boa profissão, ter liberdade de fazer o que quiser e não temer a nada nem a ninguém. Hoje sei que os limites são necessários e que a família é um bem precioso.

Deus é um pai de imensa bondade e sua justiça é infalível, por isto agradeço minhas lágrimas, só através delas pude dissolver a cegueira do egoísmo e da vaidade.

Eu imploro, não cogitem fazer um aborto. A vida é um presente de Deus e filhos bênçãos maravilhosas! Não caiam no mesmo erro que eu, a culpa é um chicote que abre feridas que nunca se cicatrizam.

Gabriela

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ENCURVADO PELAS COISAS DESTE MUNDO, INCAPAZ DE OLHAR PARA O ALTO!

por São Gregório Magno
(c. 540-604), papa e Doutor da Igreja – Homílias sobre o Evangelho, n°31

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«Mulher, estás livre da tua enfermidade»

«Um dia de sábado, ensinava Jesus numa sinagoga. Estava lá certa mulher doente por causa de um espírito, há dezoito anos: andava curvada e não podia endireitar-se completamente.» […] O pecador, preocupado com as coisas da terra e não procurando as do Céu, torna-se incapaz de olhar para o alto: ao seguir os desejos que o conduzem para baixo, a sua alma, perdendo a rectidão, curva-se, e apenas vê aquilo em que pensa incessantemente. Voltai para dentro do vosso coração, irmãos muito estimados, e examinai continuamente os pensamentos que não cessam de agitar o vosso espírito. Um pensa nas honras, outro no dinheiro, outra ainda em aumentar as suas propriedades. Todas essas coisas são inferiores e, quando o espírito investe nisso, altera-se, perdendo a sua rectidão. E, porque não se engrandece para desejar os bens do alto, está como esta mulher curvada, que não consegue absolutamente olhar para cima. […]

Efectivamente, o salmista descreveu bem a nossa curvatura quando disse de si próprio, como símbolo de todo o género humano: «Ando cabisbaixo e profundamente abatido» (Sl 37,7). Considerava que o homem, tendo sido criado para contemplar a luz do alto, fora expulso do paraíso devido aos seus pecados, e que, consequentemente, as trevas reinavam na sua alma, fazendo-o perder o apetite das coisas do alto e arrastando toda a sua atenção para as inferiores. […] Se o homem que perdeu de vista as coisas do Céu, pensasse apenas nas necessidades deste mundo, seria sem dúvida curvado e humilhado, mas não «em excesso». Ora, como não é só a necessidade que faz descer os seus pensamentos […], mas também o prazer proibido que o esmaga, não fica somente curvado, mas «curvado em excesso».

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GAGA SOBRE GAGA

Por Elizabeth Lev

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Ainda possam surgir objeções sobre a forma e o significado que a arte contemporânea apresenta, pelo menos Calatrava e Arnaldo Pomodoro podem ostentar o duramente conquistado título de artista. Esta semana me deparei com outro uso do título, o de pop star.

Enquanto acompanhava duas meninas, de 11 e 13 anos de idade, outro dia no Vaticano, assim que deixamos a Capela Sistina, a mais velha me perguntou: “Quem foi Judas?”. Eu não me iludia imaginando que essas meninas pediriam uma catequese sobre a Paixão de Cristo, mas não se pode culpar um historiador de arte de tentá-lo. Respondi que foi o amigo de Jesus que o traiu ao vendê-lo aos seus inimigos por dinheiro e, então, incapaz de acreditar que poderia ser perdoado, ele se suicidou em seu desespero.

De repente, as meninas disseram: “A Lady Gaga fez uma música sobre ele. Ela é a minha artista favorita!” (a “artista” em questão acaba de dar um concerto em Roma para comemorar o Dia do Orgulho Gay). Depois de uma tarde com Michelangelo, Rafael e as esculturas gregas clássicas, devo admitir que considerei a referência cultural das jovens senhoritas um pouco chocante.

Artistas do nível de Michelangelo – que, 500 anos após sua morte, ainda atrai 5 milhões de visitantes por ano às quentes e lotadas salas do Vaticano para maravilhar-se diante das suas conquistas extraordinárias e da declaração gloriosa do valor da pessoa humana – têm pouco em comum com a Lady Gaga (Stefani Germanotta), cuja “mensagem” é marcadamente trivial em comparação.

Defendendo calorosamente sua heroína, as meninas disseram que a mensagem da senhorita Germanotta é que as pessoas “nascem do jeito que são e deveriam ser livres para poder viver como quiserem”. Então eu perguntei: piromaníacos, cleptomaníacos, adúlteros em série que afirmam ter nascido com esta tendência deveriam poder viver “como querem”? O mantra de Germanotta de “nasci assim” é o pretexto mais frívolo para o mau comportamento, desde aquela história de que “o diabo me obrigou a fazer isso”.

Minha consternação diante desta mensagem atraiu a inevitável acusação da menina de 13 anos: “Então você não gosta dos bissexuais?”.

De alguma maneira, aos olhos dessas meninas, a rejeição à inacreditavelmente irritante música da senhorita Germanotta e a sua absurda representação de arte me converteu automaticamente em “homofóbica”. Não caminhar ombro a ombro com a cultura secular deve ser o único ato intolerável nesta sociedade tolerante com estilo próprio. Na Antiga Roma, duvidar da divindade do imperador constituía alta traição, como muitos cristãos descobriram no circo. Ensinar as crianças a julgar os mais velhos desta forma tampouco era incomum no Terceiro Reich. A senhorita Germanotta gritará uma mensagem de tolerância, mas só para ela mesma e seus seguidores.

No umbral da Basílica de São Pedro, voltei-me a elas e lhes disse: “Não creio que na definição de você mesma importe muito com quem mantém relações sexuais para dizer quem você realmente é”. Elas riram e cochicharam.

Essa conversa ficou gravada em mim durante os dias seguintes, alguns momentos da mesma me preocuparam profundamente.

Como ato de penitência, vi vários vídeos de Lady Gaga durante os dias seguintes (a maioria com o som desativado, pois afinal tampouco estamos na Quaresma), e me chamou a atenção o fato de que apesar dos enormes grupos de modelos organizados para as super-produções de 4 minutos, a única cara que se vê é a da senhorita Germanotta. Os magníficos corpos que giram e ondulam estão sempre privados de rosto. Parecem máquinas para prover prazer (e lucros) a uma só pessoa: a senhorita Germanotta. Seu mundo é decididamente Gaga-cêntrico, todos os demais são seus satélites nas sombras.

Michelangelo cercou-se de um número similar de corpos (inclusive menos vestidos) para seu Juízo Final. Esses corpos rodeiam a figura de Cristo o Juiz, assim como os bailarinos rodeiam a senhorita Germanotta. Os nus de Michelangelo, no entanto, têm rosto e, o mais importante, alma. O espetáculo de rodopios de corpos cercando uma jovem de 25 anos que proclama que não há nada como o pecado (exceto não adotar seu estilo de vida), é uma paródia de Mad Magazine do Cristo triunfante de Michelangelo que atrai as almas para ele depois de sofrer e morrer para redimir os pecados da humanidade.

O que me leva ao ponto mais chocante das extravagâncias de Lady Gaga. Parece que depois de tantos anos, não há imagem mais poderosa que o amor, o sofrimento e o compromisso total que a produzida pelo Cristianismo. Temo que muitos de seus seguidores não sabem o que é uma religiosa (de fato, as meninas estavam fascinadas pelas religiosas), mas o hábito religioso ainda proclama a castidade e o compromisso com algo e Alguém maior que si mesmo. Mantém seu poder, razão pela qual uma estrela do pop tenha tentado explorá-lo. Em vídeos onde menos (roupa) é mais e a novidade é tudo, a tradição ainda pode cativar e desestabilizar. A senhorita Germanotta pode tentar exorcizar suas raízes católicas com piadas sobre monges de plástico, mas a simplicidade que ela ridiculariza será sempre mais simbólica que suas extravagantes sátiras.

Ninguém foi capaz de superar a imagem do sofrimento por amor exemplificada pela Paixão de Cristo. A coroa de espinhos, os braços estendidos, as feridas e a humilhação alimentaram muitos mais do que uma estrela do pop buscando atenção. Nenhuma estrela pop fantasia sobre a extração asteca de corações ou a decapitação da Revolução Francesa, mas no entanto erotizam com o sofrimento de Cristo, porque admitem seus efeitos duradouros. Jesus sofreu, não por uma vã excitação física, como a senhorita Germanotta, e o que queremos conhecer é a profundidade de seu amor, um amor que está disponível para todos. E de novo, a senhorita Gemanotta não entende que a sexualidade onívora não é o mesmo que o amor universal.

Stefani Germanotta cresceu em uma família católica romana. Recebeu os sacramentos e frequentou uma escola católica, ao contrário dos seus fãs adoradores, que frequentemente ignoram o Cristianismo. A senhorita Germanotta pegou seus “talentos” e os vendeu por uma quantia bem mais considerável que a prata recebida por seu predecessor, Judas. Alguém ainda pode ter esperança e rezar para que ela não siga o caminho do desespero, levando seus discípulos junto.

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* Elizabeth Lev leciona Arte e Arquitetura Cristãs no campus italiano da Duquesne University e no programa de Estudos Católicos da Universidade San Tommaso.

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A MORTE DE DEUS

A Morte de Deus

Por Anthony Queirós, LC

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Deus morreu. E o homem o matou. Estas palavras pairam sombriamente na história do homem, desde que foram lapidadas por Nietzsche. Surgiram como um brado de revolta da criatura cheia de si mesma, proclamando já não precisar mais de deuses. Não demoraram, contudo, a tornar-se uma legenda desesperada do homem. Aterrorizado, por descobrir sua própria maldade, já não tem a quem recorrer. Permaneceram sempre um signo de radical separação e negação de toda transcendência.

Paradoxalmente, estas palavras, em seu sentido original, são palavras de salvação. Centenas de anos antes de ressoarem na pena do filósofo alemão, já se espalhavam como raios de luz pelo mundo. Era a pregação dos primeiros cristãos. E na Semana Santa, sobretudo na Sexta-Feira da Paixão, voltam a ressoar com toda sua força na liturgia da Igreja. O Filho de Deus foi crucificado. E nós, os homens, por nossos pecados, O matamos. Esta proclamação é o cerne do Cristianismo.

Qual a diferença entre a pregação do autor de “o Anticristo” e a de São Pedro à multidão em Jerusalém? Por que as mesmas palavras geraram Auschwitz e levaram São Maximiliano Kolbe a oferecer sua vida neste lugar por um prisioneiro que mal conhecia? Por que inspiraram o Comunismo em sua guerra contra Deus, e a vida religiosa da Igreja com seus multiformes benefícios para o mundo? Como podem estar por trás da sociedade da indiferença e da obra da Madre Teresa de Calcutá?
Para o mundo moderno, a morte de Deus é a expressão do “amor de si mesmo até o desprezo de Deus”. É o que Santo Agostinho aponta como distintivo da “cidade dos homens”. Por ela, ignoram seu primeiro princípio e fim último. Ignoram seus semelhantes, a sociedade na qual vivem e toda a lei moral. Cada ser humano se torna única medida de seus atos. Mas descobre depois, aterrado, que não é capaz de sê-lo.

No monte Calvário, pelo contrário, a morte de Deus é prova definitiva de sua doação. “Tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim”. É a abertura total, a caridade que jamais acaba e busca mesmo aqueles que O crucificam. A verdadeira morte de Deus é a única redenção possível para o mundo. Quer este se afane ou se desespere por ter matado Deus.

Uma última diferença entre as mesmas palavras salta-nos ainda aos olhos, como a luz radiante de um domingo único. O Domingo da Ressurreição. A Igreja repete com o mundo que Deus morreu e os homens o mataram. Mas seu anúncio não se encerra com estas palavras. De suas catedrais, mosteiros e obras de caridade ecoa por todos os séculos, inclusive neste nosso, obscuro e chagado, um anúncio de esperança. Da vida de cada cristão, se ouve aquele exultante verso do Credo: “E ressuscitou ao terceiro dia, conforme as escrituras”. A morte não tem a última palavra, nem sequer a morte de Deus. Por que o túmulo está vazio!

Fonte: http://www.pastoralis.com.br/pastoralis/html/modules/smartsection/item.php?itemid=853

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AFINAL, O QUE É SER EMO?

Por Emmir Nogueira, Co-fundadora da Comunidade Católica shalom)

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Tenho encontrado cada vez mais pais e familiares preocupados com o que, afinal, vem a ser um Emo. Alguns pelo medo de que os filhos estejam “metidos nesta furada”, outros porque, infelizmente, já vêem filhos, parentes e outros adolescentes e jovens presas desta tribo, deste grupo, deste “seja-lá-o-que-for” que Emo signifique.

Não é difícil conhecer um Emo e menos difícil ainda localizar um dos seus points. Em geral, são adolescentes entre 13 e 20 anos e estão sempre em grupos. São facilmente encontrados em shoppings, beijam-se entre si sem importar-se com o sexo da pessoa beijada, promovem a homossexualidade e, acima de tudo, a tristeza, a depressão, a extravagância, o bizarro. Cultivam a técnica de enlouquecer os pais, agredi-los, não com palavras ou fisicamente, mas, sim, com comportamentos surpreendentemente infantis, depressivos, regressivos e condizentes com o sexo oposto ao seu. Dedicam-se a depredar o bem público e a não empreender nada, não pensar nada, não criar nada, em parecer o mais bobo possível, ainda que em pose de nerd. Freqüentam freneticamente a internet e mudam continuamente seu nick no orkut. Vestem-se de preto, maquiam os olhos desta mesma cor e usam unhas pintadas de negro, naturalmente. Cultuam os tênis All-Star e fecham-se em um mundo ao qual ninguém que não seja Emo tem acesso.

Para quem quer informar-se antes de tentar socorrer e encarar ao vivo estes pobres produtos das “famílias modernas”, basta pesquisar no Google. Há informações a valer. O site “100 regras para ser Emo” traz 100 características deste triste grupo metido em verdadeira esquizofrenia social. Para proteger-se de qualquer incursão sadia, as regras de número 1 e número 100 coincidem: nunca dizer que é Emo.

Percorrendo as 100 características dos Emos, encontramos aberrações como o número 24, que é “o número Emo”, o 33 que orienta chamar a melhor amiga de “marida”, ou o 22, que incentiva o cultivo da auto-depreciação. Bizarrices como o jeito de vestir e pintar os cabelos de cores berrantes, usar piercings e mexer com as pessoas nas ruas ou fazer-se de maníaco-depressivo andam lado a lado com o claro incentivo ao comportamento anti-social, como chorar por qualquer coisa, gritar na rua e depois cair no choro, ignorar todos os que não são Emos, ter sempre razão e ser sempre a vítima.

A internet informa que o termo Emo vem de “emotional”, em inglês, um tipo de música que exalta o emocionalismo em suas letras e ritmo. A partir deste estágio, tornou-se um estilo de vida propagado especialmente pela internet e através de outros Emos. Milhares de adolescentes, em sua grande maioria os que encontram problemas familiares, aderem a este estilo por pura imitação, por “curtição” e acabam por tornar-se fechados aos pais, amigos, família e sociedade, vivendo em um mundo alienado da realidade, fechando-se em tristeza demoníaca.

Alguns questionam se “demoníaco” não seria um termo por demais pesado. A estes convido, se morarem em Fortaleza, a passarem uma madrugada na Vigília de Evangelização, promovida pela Comunidade Shalom, a estarem um pouco mais atentos ao trafegarem pela Praça Portugal aos sábados a partir das 20 horas. Ao verem jovens Emos, góticos, vampiros modernos e de outras “tribos” caídos bêbedos pelas calçadas, vomitando os próprios intestinos, a beijarem na boca todos os membros da roda, sejam homens ou mulheres, ao verem sua alienação, incapacidade de relacionamento e de resposta à realidade, me dirão se o que vêem é ou não demoníaco.

O demônio tem, infelizmente, artimanhas inúmeras e adaptadas a cada tempo. Não é necessário que alguém se debata e urre para ser classificado como alguém atormentado por ele. Para bem discernir, basta a pergunta: Esta pessoa, este adolescente, busca a verdade? Ama a verdade? É capaz de realmente amar? É capaz de dar-se? É capaz de pensar nos outros? Respeita a si mesmo, aos pais, a Deus? Esforça-se para viver as virtudes, para tornar-se mais maduro, para contribuir com a felicidade da humanidade? Pensa nos mais pobres e aflitos? Tem ideais?

Mais frequentemente do que imaginamos, nossos filhos podem estar saindo de casa muito bem vestidos e trocando de roupa e maquiagem em seu trajeto para o point de sua tribo. É muito possível que só muito tarde descubramos que o que considerávamos “modismo”, “coisa de adolescente”, “fase passageira”, é, na realidade, uma armadilha demoníaca e sutil para alienar-lhes as mentes, as emoções, a sexualidade, o comportamento social e arruinar sua vida, dada por Deus para a felicidade e santidade.

Procure você mesmo a resposta para a pergunta que nos deveria inquietar a todos: “Será que meu filho é Emo, vampiro moderno, gótico?” Depois, procure no interior de seu relacionamento familiar e no mais profundo da vivência de sua fé a forma de ajudar seu filho querido a não afundar-se nesta lama.

Fonte: http://tobiascortez.blogspot.com/2011/01/enraizados-e-edificados-em-cristo.html

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BÍBLIA SAGRADA E CRUCIFIXO ESTÃO FORA DO GABINETE DA PRESIDENTE DILMA!!!

Bíblia

ARTIGO 1: FOLHA DE SÃO PAULO

Bíblia e crucifixo são retirados do gabinete de Dilma no Planalto

DE BRASÍLIA

Em sua primeira semana, Dilma Rousseff fez mudanças em seu gabinete. Substituiu um computador de mesa por um laptop e retirou a Bíblia da mesa e o crucifixo da parede.

Durante a campanha eleitoral, a então candidata se declarou católica e foi atacada pelos adversários sob a acusação de ter mudado suas posições religiosas.

A presidente também trocou móveis para deixar o ambiente "mais confortável". Os estofados coral, usados no Palácio do Catete no governo Vargas, foram substituídos por poltronas e um sofá da linha Navona, do arquiteto Sergio Rodrigues.

Dilma começou a trabalhar às 9h30. O primeiro compromisso é com Helena Chagas (Comunicação Social) para se informar; a seguir, com o chefe de gabinete, Gilles Azevedo; depois com Antonio Palocci (Casa Civil).

A presidente não tolera atrasos. Pede objetividade e não gosta de expressões como "eu acho". Apesar do estilo rígido, um interlocutor que acompanhou os primeiros dias de Lula no poder diz que a sensação é de que Dilma está "mais à vontade".

No período inicial, uma semelhança entre eles: Lula priorizou a agenda interna. Dilma faz o mesmo ao ter o trabalho dominado por reuniões com ministros.

FONTE: http://www1.folha.uol.com.br/poder/856996-biblia-e-crucifixo-sao-retirados-do-gabinete-de-dilma-no-planalto.shtml

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ARTIGO 2: BLOG DA DILMA
Dilma Rousseff nega ter mandado retirar crucifixo e Bíblia do gabinete presidencial

A assessoria da presidenta Dilma divulgou, às 14:54 de domingo, 9 de janeiro, esclarecimentos sobre notícias de que teriam sido retirados do gabinete presidencial um crucifixo e uma Bíblia. Segundo a Secretaria de Comunicação Social (Secom), o crucifixo teve que ser devolvido ao dono, o ex-presidente Lula, e a Bíblia continua onde sempre esteve, “na sala contígua ao gabinete, em cima de uma mesa”.

Nota oficial:

“Jornais, revistas e sites na rede mundial de computadores divulgaram algumas notícias sobre a primeira semana de trabalho da presidenta Dilma Rousseff que merecem esclarecimentos:

1 – Não houve a retirada do crucifixo do gabinete presidencial. A peça pertencia ao ex-presidente Lula que a recebeu de um artista no início do governo. É de origem portuguesa.

2 – Ao contrário daquilo que afirmaram na mídia, não houve a retirada do exemplar da Bíblia de seu gabinete. Ela [a Bíblia] permanece na sala contígua ao gabinete, em cima de uma mesa – onde por sinal a presidenta já encontrou ao chegar ao Palácio do Planalto.

3 – Embora goste de trabalhar com laptop, a presidenta não mudou o computador da mesa de trabalho. Continua sendo um desktop.”

 

COMENTÁRIOS:

Miranda Santos:
10 de janeiro de 2011 às 0:14

Ora, se a peça pertence à Lula ou ao dono da quintanda, pouco importa. O Fato é que Vossa Excelência não substituiu a peça por outra e não precisa ser letrado para entender o que isso significa.

Senhora Presidente. Ontem à noite, em defesa de Vossa Excelência, me esfolei em brigas e discussões na casa de meu irmão, que fez previsões terríveis sobre o futuro de seu governo, coisa que contestei veementemente. Hoje me deparo com a notícia de que a senhora retirou o CRUCIFICADO da parede e jogou A PALABRA DO CRUCIFICADO na ante-sala do gabinete. Que arrependimento me veio hoje. Porque só esse gesto de Vossa Excelência já o suficiente para atestar o futuro sombrio predito por meu irmão. Porque se com a bênção de Deus, a coisa já anda difícil, imagine o contrário. Todos os reis e imperadores que colocaram Deus no segundo plano, o fizeram para a própria perdição. Se após ler isso, a senhora decidir recolocar outro crucifixo, por favor, não o faça para agradar ao povo, faça por temor a Deus e para garantir o futuro da nação. Se a senhora acha que o Estado é laico, lembre-se que a senhora não é o Estado, apenas o representa.

Sinceramente, não sei mais o que digitar aqui. Estou chocado e ao mesmo tempo arrependido de ter perpetrado uma discussão com meu irmão. Como pode, em menos de 10 dias de governo, a senhora tomar uma atitude dessas. É drásticio!

Fonte: http://blogdadilma.blog.br/2011/01/dilma-rousseff-nega-ter-mandado-retirar-crucifixo-e-biblia-do-gabinete-presidencial.html#comment-31857

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ARTIGO 3: ESTADO DE MINAS
Dilma retira Bíblia e crucifixo do gabinete, diz jornal

Cedê Silva – Estado de Minas

O bispo Edir Macedo entrou a reboque na fila de cumprimentos à presidente Dilma reservada às autoridades estrangeiras (Ricardo Stuckert / Presidência)

 

Reportagem da Folha de S. Paulo deste domingo mostra que a presidente Dilma retirou a Bíblia e o crucifixo do gabinete no Palácio do Planalto. O episódio soma-se a uma trajetória de várias mudanças de posição de Dilma em questões religiosas.

A ministra

Em 2007, em sabatina da Folha de S. Paulo, a ministra Dilma disse: "olha, eu acho que tem de haver a descriminalização do aborto". Na mesma entrevista, perguntada se acredita em Deus, declarou: "Eu me equilibro nessa questão: ‘Será que há, será que não há?".

Em abril de 2009, Dilma declarou à revista Marie Claire: "Fui batizada na Igreja Católica, mas não pratico. Mas, olha, balançou o avião, a gente faz uma rezinha”. Na mesma entrevista, disse, sobre o aborto: "Abortar não é fácil para mulher alguma. Duvido que alguém se sinta confortável em fazer um aborto. Agora, isso não pode ser justificativa para que não haja a legalização.”

A candidata

Em maio de 2010, Dilma comparou o aborto a arrancar um dente. Ao sair da Missa dos Excluídos, declarou: "Não é uma questão se eu sou contra ou a favor, é o que eu acho que tem que ser feito. Não acredito que mulher alguma queira abortar. Não acho que ninguém quer arrancar um dente, e ninguém tampouco quer tirar a vida de dentro de si”.

Mas em setembro de 2010, já em plena campanha eleitoral, num debate promovido pela Conferência Nacional dos Bispos no Brasil, Dilma declarou: "O aborto é uma violência contra a mulher. A legislação vigente já prevê os casos em que o aborto é factível e eu não sei se acho que seria necessário ampliar esses casos; não vejo muito sentido".

Em outubro de 2010, quando o papa Bento XVI fez um discurso sobre o aborto, a candidata Dilma disse que "é a crença dele". No mesmo mês, a candidata foi a uma missa na Basílica de Aparecida.

A presidente

Na cerimônia de posse, no dia 1º, o bispo Edir Macedo entrou a reboque na fila de cumprimentos à presidente Dilma reservada às autoridades estrangeiras.

Macedo e sua igreja não usam imagens religiosas, mas são favoráveis à legalização do aborto. Vídeo no YouTube mostra o bispo dizendo: "O que é melhor? Um aborto ou uma criança mendigando, vivendo num lixão? O que é melhor? A Bíblia fala que é melhor a pessoa não ter nascido do que ter nascido e viver o inferno. Eu sou a favor do aborto, sim. E digo isso alto e bom som, com toda a fé do meu coração”.

Fonte: http://www.em.com.br/app/noticia/politica/2011/01/09/interna_politica,202679/dilma-retira-biblia-e-crucifixo-do-gabinete-diz-jornal.shtml

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Amigos blogueiros,

Não cabe aqui uma discussão religiosa, teológica, etc, mas, para mim que sou católico, cristão (como é a maioria dos brasileiros), é chocante constatar o desprezo da presidente pelo nosso Deus, por Nosso Senhor Jesus Cristo! Não só em relação à imagem que O representa, mas também às Sagradas Escrituras, que são o próprio Jesus, Verbo de Deus encarnado!

Nós, cristão, temos o direito SIM de criticarmos e repudiarmos esse gesto que demonstra desonestidade por parte da presidente que se disse "católica" ou "cristã", quando estava em risco de perder o segundo turno.

Se isso invalida a sua capacidade de governar? Para mim, católico, invalida SIM! Porque Jesus Cristo é a própria Verdade, e sem Ele tudo está fadado à ruína…

Quanto ao argumento de que vivemos num país laico, isso só é ingerido por ignorantes que não sabem o que é laicismo! Um país laico não proíbe as pessoas de expressarem a sua fé, mas pelo contrário, dá a liberdade de expressãopara todos! Até mesmo para a presidente… Afinal, estamos falando do seu gabinete, seu ambiente de trabalho! Ou será que o presidente Lula foi criticado no seu governo por ter na salao Crucifixo e a Bíblia Sagrada?

Concordo que ela tem o direito de ser atéia, marxista. Porém, não tem o direito de ser desonesta em tempo de eleição!

A retirada do crucifixo e o desprezo à Bíblia Sagrada tem sim implícito, um significado histórico e político.

Aos que não concordam, respeito a sua liberdade. Porém, exijo também respeito à minha liberdade como católico e como eleitor, de repudiar gesto tão infeliz que sinaliza o ateísmo marxista e tempos difíceis para o nosso querido Brasil…

"Sejam nossos filhos como as plantas novas, que crescem na sua juventude; sejam nossas filhas como as colunas angulares esculpidas, como os pilares do templo.
Encham-se os nossos celeiros de frutos variados e abundantes, multipliquem-se aos milhares nossos rebanhos, por miríades cresçam eles em nossos campos; sejam fecundas as nossas novilhas. Não haja brechas em nossos muros, nem ruptura, nem lamentações em nossas praças.
Feliz o povo agraciado com tais bens, feliz o povo cujo Deus é o Senhor." (Sl 143)

CARLOS LOPES

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