QUANDO REALMENTE ACABA O PERÍODO DO NATAL?

No dia 1º de janeiro? Na epifania? Na festa da candelária? Talvez a resposta lhe surpreenda
Por Susan E. Wills

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Todos sabem que o Natal começa na noite do dia 24 de dezembro. Mas você sabe quando termina o período do Natal para os católicos?
 
Qual destas opções você acha ser a correta?
 
(  ) 26 de dezembro
(  ) 1º de janeiro
(  ) 6 de janeiro (Epifania)
(  ) 2 de fevereiro (Candelária)
(  ) Todas as anteriores
(  ) Nenhuma das anteriores
 
Muitos acham que o período do Natal acaba no dia 2 de fevereiro, na festa da Candelária. Celebrada 40 dias após o Natal, esta data era tradicionalmente o fim oficial do período natalino. Mas este período, ainda que continue sendo observado na forma extraordinária (do rito latino), já não é um período litúrgico no rito ordinário (ainda que, no Vaticano, por exemplo, os enfeites de Natal sejam mantidos até esse dia, N. do E.).
 
Isso não tira a importância da festa da Candelária, que recorda a purificação de Maria e a apresentação de Jesus no templo. O nome “candelária” deriva da referência de Simeão a Jesus como luz dos povos.
 
Então, será que o Natal acaba no dia 1º de janeiro? Sendo este dia o último da Oitava de Natal, e dado que cada dia da Oitava de Natal é celebrado como o dia do Natal, faz sentido que o período natalino termine no dia 1º de janeiro, solenidade da Santíssima Virgem Maria, Mãe de Deus. Porém, ainda que a festa do Natal acabe nesse dia, o período do Natal continua.
 
Será, então, na Epifania (6 de janeiro – ou domingo entre os dias 2 e 8 de janeiro), referindo-se à adoração dos Reis Magos? A revisão de 1969 do calendário romano geral deixou a festa da Epifania como parte do período natalino. Então, esta resposta também é incorreta.
 
A única alternativa correta é: “nenhuma das anteriores”.
 
Quando, então, acaba o Natal?
 
Segundo as normas universais do ano litúrgico e do calendário, o período do Natal começa nas primeiras Vésperas do Natal do Senhor e vai até o domingo depois da Epifania (ou domingo depois do dia 6 de janeiro, dependendo do país).
 
O domingo depois da Epifania é a festa do Batismo do Senhor. Por exemplo, este ano, no Brasil, a festa da Epifania foi transladada para o domingo 4 de janeiro. O Batismo do Senhor, então, cai no dia 11 de janeiro.
 
Portanto, o Natal termina com as segundas Vésperas do dia 11 de janeiro; a primeira missa do Tempo Comum será no dia 12 de janeiro. Ainda que a Oitava da Epifania tenha sido eliminada oficialmente, continua fazendo parte do período natalino, situando o Tempo Comum após o Batismo do Senhor.
 
Por que, então, você não mantém a decoração de Natal até o dia 11 de janeiro de 2015? Os vizinhos talvez estranhem isso, mas pode ser uma oportunidade de reintroduzi-los no significado do esplêndido período da Epifania e no verdadeiro e completo sentido do Natal para os católicos!

Fonte: http://m.aleteia.org/pt/religiao/artigo/mas-quando-realmente-acaba-o-periodo-do-natal-5821055033671680?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt-06/01/2015

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ORAÇÃO DE NATAL

Maria Emmir Oquendo Nogueira
Cofundadora da Comunidade Católica Shalom

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Jesus, Maria, José, eis-me aqui na intimidade da família de vocês. Aliás, danossa família, pois dizem que este Jesus que nasce hoje me fez filho de Deus Pai, Pai dele, Pai de vocês, Pai nosso!

Eis-me aqui, Jesus, porque sou pecador. Você, tão pequenino, bem sabe disso. Sou pecador, sou fraco e, pior, vivo fugindo de ti. Do teu olhar que penetra minhas entranhas mais profundas; do teu amor que me atrai e ao mesmo tempo me amedronta e afasta. Entregar-me ao teu amor coloca em risco a zona de conforto que estabeleci para mim. Tenho medo de que me peças o que conquistei com tanto esforço!

Eis-me aqui, Jesus. Nem sei direito o que me trouxe aos teus pés. Talvez essas emoções todas que envolvem o Natal. Realmente, não sei. Sei que estou aqui, aos pés de um Menino totalmente dependente de José e Maria. E, como bobo, te falo como se tu soubesses falar, como se tu entendesses que meu coração inquieto anseia por ti. Onde já se viu tratar de coisas sérias com um recém-nascido?

A verdade é que me sinto meio tolo, mas é verdade, também, que não quero perder esta chance de parar e rezar. Não foi fácil chegar aqui: correria para presentes de última hora, tomar banho, me arrumar, esperar que se arrume as crianças, pensar na melhor hora de chegar para evitar certos parentes. Complicado, viu? Muito complicado.

Olho vocês três aí, imóveis, apenas existindo, apenas vivendo, apenas sendo. E, pior, parecem muito felizes, tranquilos, em paz. Não sentem o mau cheiro dos animais? Não se acusam mutuamente por não terem feito reservas em Belém com a devida antecedência? Não xingam Herodes, com seu decreto ridículo? Não se irritam por as coisas não terem corrido segundo os planos de vocês?

Jesus, Maria, José, vim buscar a paz de vocês. Deixem-me ficar aqui quietinho, em silêncio, a – a – ado – adorando! Pronto! Disse! Adorando! Eu, que confio mais em mim mesmo do que em ti, Jesus. Eu, que penso em ti somente no momento do sufoco, ou melhor, sequer penso em ti! Adorando…..! Imaginem eu, logo eu, te adorando! Não…. Devo estar louco, ou ficando velho! Eu, que sempre fiz tudo para não precisar de ninguém, adorando???? Eu, que quero todos aos meus pés me dispondo a estar aos teus pés? Preciso procurar um médico!

Mas, sabe, Jesus, aqui entre nós, ando meio cansado. Meio fraco, sabe, sem forças para continuar a corrida desenfreada que é minha vida. Para onde estou indo? Paraquem estou indo? Sabe, Jesus, eu quero mais. Eu preciso de mais! A vida não pode ser só isso: trabalhar, curtir, vencer, ser o centro de tudo! Coisa mais boba! Basta vir um ventinho e… tudo se vai, tudo cai. Conheço tantos casos tristes…

Ouvi dizer que você é Amor. E o amor sempre age. Ok. Isso eu entendo. O que não entendo é que precisasse ser assim, tão exagerado: primeiro, um recém-nascido igual aos outros. Depois, um crucificado igual aos outros. Não dava para ter sido mais… mais… espetacular? Mais… mais… sei lá! Mais… tchan-raaaaaaannnn! Você é tão pequeno, pobre, discreto! Isso me irrita! Fico achando que é fingimento teu! Desculpe! Sei que não é! Ninguém brinca com a própria vida a esse ponto.

Desde que me entendo, ouço dizer que você ressuscitou. Mas cadê as provas científicas? Sem elas, como vou acreditar? Bem, é verdade que acredito em muitas coisas sem prova nenhuma, mas… pedir provas científicas é moderno, entende, rende conversa na roda…

Você não diz nada?!? Não me responde?!? Não faz cair um raio que me parta ao meio?!? É isso amar? É assim que você ama, me aceitando como sou?!? Sem exigir?!? Sem me acusar?!? Sem complicar?!? Ok. Entendi. É esse mesmo seu jeito de amar. Ponto final. Aceito!

Mas, me deixa, Jesus, acertar contigo uma coisinha mais: me mostra quem tu és. Tipo assim, me mostra teu rosto. Entra na minha vida, vê se dá para ser bem real para mim. Eu não quero ter vida medíocre. Quero a verdade! Quero tudo! Me dá fé! Me ama, Jesus! Me ama, Menino Jesus! Me ama agora, hoje! Eu permito, eu aceito! Eu suplico: AMA-ME!

Amém!

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POR QUE CHORAS, MENINO BOM?

Sermão de Natal pregado por São João de Ávila

no dia de Santo Estevão (26 de dezembro)

Menino Jesus e a Sua Cruz- Arte Beto Piccolo - Ribeirão Bonito SP

O Menino chora na estreiteza do estábulo. Por que choras, Menino bom? Estará aqui presente algum grande pecador que trema quando Deus lhe disser: – “Onde estás?”?

Que grande mal tê-lo ofendido muito, lembrar-se de vinte anos de grandes ofensas! Que resposta darás quando Deus te interpelar?

Assim como tu tremes, tremiam os irmãos de José quando este lhes disse: “Eu sou José, vosso irmão, que vós vendestes (Gên 45, 4).

E eles pensaram: “Infelizes de nós! Ele agora é Rei. Há de querer matar-nos, tem motivos e pode fazê-lo”. Tremiam.

É o pecador que treme por ter ofendido a Deus. Ofendestes a Deus e por isso tendes razão em tremer. Convido os que estão em erro, os que têm a consciência pesada e os grandes pecadores a ir até à manjedoura ver o Menino chorar.

Por que chorais, Senhor? Os irmãos daquele José não ousavam aproximar-se dele, até que o viram chorar: ”Eu sou vosso irmão, aproximai-vos, não tenhais medo.

José levanta a voz, chora e, não contente com isso, conforme diz a Sagrada Escritura, beijou em seguida a cada um dos seus irmãos, chorando com todos eles (Gên 45, 15), e os irmãos pediram-lhe perdão.

– “Não tenhais receio (Gên 45, 5)” – dizia-lhes ele –, “vendestes-me por maldade, mas, seu não tivesse vindo para cá, todos morreríeis de fome. Deus tira dos males o bem”.

Menino, por que chorais? – “Para que os pecadores compreendam que, embora tenham pecado, devem aproximar-se de Mim sem temor, se se arrependerem de ter-Me ofendido”.

O Menino chora de ternura e amor. Bendito Menino! Quem Vos colocou nessa manjedoura senão o amor que tendes por mim? Fomos maus e ingratos, como contra o nosso irmão José. Vendemo-lO.

Um disse: – “Prefiro cometer uma maldade a ficar com Cristo”.

Outro disse: – “Prefiro um prazer da carne a Ele”. Vendemos o nosso Irmão, traí-mo-lO.

E José, o santo, convida-nos a aproximar-nos da manjedoura e a ouvir esse choro causado por cada um de nós.

Se olhásseis para esse Menino com os olhos limpos, se adentrásseis na Sua alma, encontraríeis uma inscrição que vos diria: “Estou chorando por ti”, pois desde a concepção Ele teve conhecimento divino e conhecia todos os nosso pecados e chorava por eles.

E se está chorando pelos nossos pecados, que pecador não sentirá confiança, se quiser corrigir-se?

Há algo no mundo que inspire mais confiança do que ver Cristo numa manjedoura, chorando pelos nossos pecados?

Por que chorais? Que fazeis, Senhor?

– “Começo a fazer penitência pelo que tu fizeste”.

Pois bem, que fará um cristão que olhe com olhos de fé para Cristo que chora pelos seus pecados?

Ai de mim, porque tarde Vos conheci, Senhor! Ai de mim por tantos anos perdidos sem Vos conhecer! Quem se deixará dominar pela tibieza ao ver Deus humanado chorar?

CALENDÁRIO ECLESIÁSTICO (FESTAS FIXAS E MÓVEIS)

Fonte: http://blog.cancaonova.com/leandrocouto/calendario-eclesiastico/

INTRODUÇÃO

É o calendário oficial da Igreja Católica Apostólica Romana, sendo adotado, via de regra, em todos os países católicos e também em alguns protestantes. Ele é misto, sendo regulado tanto pelo ano solar como pelo lunar, dando origem às festas móveis.

CALENDÁRIO DAS FESTAS MÓVEIS

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Observações:

1) A Festa do Sagrado coração de Jesus Comemora-se sempre no 2º. Domingo após Pentecostes

2) * ”Paixão”, acima, refere-se à sexta feira que antecede a Páscoa. Não confundir com “Domingo da Paixão” (hoje o  5º. Domingo da Quaresma)  que é o Domingo que antecede Ramos.

POR QUÊ A IGREJA ESTABELECEU AS FESTAS MÓVEIS?

Nos tópicos seguintes iremos estudar por quê a Quarta-Feira de Cinzas e a  Páscoa não possuem data fixa de comemoração.

Todas as festas da Igreja que tem como ponto de referência a Páscoa, são denominadas festas móveis porque baseadas no calendário lunar (judaico) e adaptadas ao nosso calendário (gregoriano). Comecemos relembrando, em resumo, o significado da Páscoa Judaica e da Páscoa Cristã:

PASCOA JUDAICA (breve resumo) – No Antigo Testamento, sabemos que Moisés, sob a guia divina, tornou-se chefe do povo oprimido que encontrava-se sob o jugo dos egípcios, adversários do povo eleito, sob o comando do Faraó que usava de seus poderes terrenos para contrariar os planos divinos. Deus manifesta seu poder através de Moisés, mediante diversos sinais e castigos, mas o coração endurecido do Faraó não acena com nenhum sinal de arrependimento. Durante a libertação do povo guiado por Moisés, Deus institui a celebração da Páscoa através de Moisés e Aarão, mandando dizer a toda a assembléia de Israel que tomasse um cordeiro que deveria ser imolado em data determinada, devendo seu sangue ser tomado, posto sobre as duas ombreiras e sobre a verga da porta da casa. Deus disse ainda que naquela noite passaria através do Egito para exercer sua justiça, ferindo de morte os filhos primogênitos dos Egípcios, mas que passaria adiante das casas marcadas com o sangue do cordeiro. E Deus mandou seu Anjo, e assim foi feito.

“Conservareis a memória daquele dia, celebrando-o como uma festa em honra do Senhor: Fareis isto de geração em geração, pois é uma instituição perpétua” (Ex 12, 14)

Desta forma ficou instituída a a festa da Páscoa, comemorada até os dias atuais pelo povo judeu. O extermínio dos filhos dos egípcios testemunha que o povo eleito, libertado, terá que viver daí em diante, no temor de Deus e reconhecido o seu grande benfeitor. (Veja tudo sobre a instituição da Páscoa no Livro do Êxodo, cap. 12)

PÁSCOA CRISTÃ (breve esumo) – A instituição da Páscoa Cristã encontra-se na imolação de Cristo. Enquanto na primeira festa de Páscoa Deus liberta o povo da escravidão e proclama a sua Aliança com o povo de Israel, na segunda, o próprio Deus torna-se o Cordeiro Imolado para libertar o povo do jugo do pecado e do demônio. Desta vez, o Sangue de Jesus, do Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, definitivamente liberta toda a humanidade com sua Paixão, Morte e Ressurreição.

“Purificai-vos do velho fermento, para que sejais massa nova, porque sois pães ázimos, porquanto Cristo, nossa Páscoa, foi imolado”. (I Cor 5, 7)

* * * * * * * * *

Recordando:  Memorizados os aspectos centrais da Páscoa Judaica e da Páscoa Cristã, recordemos que Jesus veio ao mundo em cumprimento das Escrituras e por Seu desígnio foi crucificado justamente no dia da preparação da festa da Páscoa, para que, a partir de sua Paixão, Morte e Ressureição fosse instituída a Nova Aliança. Para que fosse instituída a grande e solene Páscoa, como num reflexo pleno da primeira festa de Páscoa.

CONCLUINDO:

Como a festa da Páscoa Judaica, coincide exatamente com o dia da imolação de Cristo, estabeleceu-se já naquele momento, por desígnio de Deus, o dia 14 de Nisã (do calendário judaico ou hebraico), como data de referência à comemoração da Páscoa Cristã. (Encontro da Primeira com a Segunda Aliança)

Assim, a Páscoa judaica é sempre celebrada na 1ª. lua cheia da primavera do hemisfério norte, na noite de 14 para 15 de Nisã . A Páscoa Cristã ficou fixada como o 1ª Domingo posterior à referida 1ª lua cheia, ou seja, no primeiro domingo após a comemoração da Páscoa dos Judeus.

Como o calendário judaico é baseado nos ciclos da lua, explica-se os motivos da variação em nosso calendário, que é solar e por isso, para nós, o Domingo de Páscoa varia entre 22 de março e 25 de abril. Fixado, assim, a festa da Páscoa para determinado ano, todas as outras festas também se movem desde a septuagésima até Corpus Christi, conforme a tabela do início deste artigo.

Em síntese: É usado como referência não o nosso calendário, mas sim o  judaico. Fixada a data da Páscoa pelo calendário judaico, adaptamos tal data ao nosso para que a partir daí, possamos estabelecer as datas, desde a septuagésima até Corpus Christi, conforme da grade abaixo. Estabelecido o dia da Páscoa, aí sim, todas as outras festas móveis o acompanham.

O Carnaval apesar de ser uma festa pagã, também se move com o calendário eclesiástico e é sempre comemorado sete domingos antes do Domingo de Páscoa. As festas são permitidas até a quarta-feira de cinzas, quando inicia-se a Quaresma, tempo de 40 dias de jejum e abstinência em preparação à festa da Páscoa, ou seja, data que celebramos a Ressurreição de Cristo.

Festas Móveis – Tem por referência a Páscoa e são as seguintes:

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Obs: A Festa do Sagrado coração de Jesus Comemora-se sempre no 2º. Domingo após Pentecostes

PRINCIPAIS FESTAS FIXAS

Como o próprio nome sugere, “festas fixas” são aquelas cujas datas de comemoração não variam, permanecem sempre imutáveis conforme estabelece o Calendário Romano Geral. São tipificadas por festa ou solenidade. As demais comemorações que não pertençam à grade abaixo, por exemplo, de um santo padroeiro, são tipificadas em memória.

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Postado em: https://carloslopesshalom.wordpress.com