SÃO CARLOS BORROMEU, BISPO – 04/11

“ECCE VENIO”

São Carlos Borromeu5 

Um príncipe passava por Milão: para homenageá-lo, celebraram-se divertimentos públicos. De repente, uma notícia sinistra se espalhou celeremente: manifestara-se a peste em dois lugares da cidade.

O príncipe, imediatamente, e com precipitação retirou-se, seguido do governador e de grande parte da nobreza e dos magistrados.

Ficaram na cidade apenas o povo e os pobres com um pequeno número de magistrados e alguns bons padres ou religiosos, num terror e desolação inenarráveis.

O santo arcebispo Carlos fora administrar os últimos sacramentos a um bispo da província. Quando regressou, toda a agente se lhe reuniu ao redor, a gritar, consternada, e a chorar:

– Misericórdia, Senhor, misericórdia! A peste aqui ficará por seis meses!

Carlos foi o salvador do povo. Secundado por padres e religiosos, que animava à caridade, proveu as necessidades corporais e espirituais dos doentes, visitando-os e administrando-lhes, ele mesmo, os sacramentos. Para alimentá-los ou vesti-los, vendia tudo aquilo que tinha, até a cama, resignando-se a dormir sobre tábuas. E jejuando e orando, sofrendo pela saúde de todos, procurou afastar a ira de Deus. Orava e jejuava, sem cessar.

Nascido duma ilustre família, sobrinho do Papa Pio IV, cardeal e arcebispo, empregou toda a superioridade para melhor servir a Igreja, secundar os sábios regulamentos do santo concílio de Trento, que vinha de concluir-se por seu desvelo, reprimir as heresias, reformar os costumes do clero e do povo, reanimar o fervor dos claustros, renovar, numa palavra, a face da terra.

Por si mesmo, viveria com mais austeridade, que um trapista. Muitos anos antes de sua morte, que se deu em 1584, propôs a si mesmo uma lei: jejuar todos os dias, passar a pão e água, excetuando os domingos e dias de festas, nos quais comia um pouco deste ou daquele legume ou fruta. Continuamente fazia uso do cilício, dormia muito pouco, passando em orações as vigílias das grandes festas.

Quem quer que rogasse a São Carlos lhe traçasse as regras a seguir, para progredir na virtude, dava-lhe o santo, invariavelmente, esta resposta:

– Aquele que deseja progredir no serviço de Deus, deve começar cada dia da vida com um novo ardor, ater-se na presença de Deus o mais possível e tudo fazer para que as ações que praticar sejam para a glória do Senhor.

E o que São Carlos Borromeu dizia, cumpria-o. Quanto a nós, façamos o que nos diz.

De resto, o que São Carlos fez durante a peste de Milão, fê-lo durante toda a vida, nada aspirando, senão à glória de Deus e à salvação do próximo. Na diocese toda, vêem-se monumentos vários que lhe exaltam a caridade.

Em Milão, fundou um convento de capuchinhos, onde a filha de João Batista Borromeu, seu tio, professou e morreu com reputação de santidade. Um mosteiro de Ursulinas, para instrução de órfãs, um hospital para pobres, onde eram recebidos todos os que estavam necessitados, outro para convalescentes, etc.

Os oblatos tiveram a direção dos colégios e seminários diocesanos. Quanto ao colégio que fundou em Pavia, entregou-o São Carlos à direção dos cleros regulares de Somasque.

Além do governo-geral da província e da diocese, ocupava-se ainda com a direção particular das almas. Gostava imensamente de assistir aos moribundos. Ao ter conhecimento de que, isso em 1583, o duque de Sabóia, adoecera em Vercelli, e os médicos estavam desesperançados, para lá partiu, chegando ainda com tempo para o encontrar vivo.

O duque, ao pressentir o santo arcebispo no quarto, exclamou:

– Estou curado!

São Carlos, administrou-lhe a comunhão, no dia seguinte e ordenou orações para que se restabelecesse. O duque viveu persuadido de que, depois de Deus, devia a cura aos méritos do santo. Quando, afinal, veio a falecer, deixou ordenado lhe acendessem uma lâmpada de prata no túmulo, em, sinal de agradecimentos por aquele benefício.

São Carlos Borromeu  

Ia São Carlos, de quando em quando, fazer retiros em Camaldules e noutros lugares solitários. Apreciava, especialmente, fazê-lo em Monte-Varalli, na diocese de Novara, nas fronteiras da Suíça. Ali os mistérios da paixão eram representados nas diferentes capelas. Em 1584, reuniu-se com seu confessor, para preparar-se para a morte, que dizia, já estava próxima. E passou, então, a redobrar as austeridades.

Neste último retiro, parecia mais embevecido em Deus do que nunca, livre de todas as coisas terrenas, bem longe de tudo o que formigava cá embaixo. A abundância de lágrimas, tanto chorava, obrigava-o a interromper, constantemente, a celebração as santa missa. Passava a maior parte do tempo na capela chamada Súplica do Jardim, e naquela Do Sepulcro. Dir-se-ia um morto, tão engolfado vivia no Salvador, para reconhecer a si mesmo.

Aos 24 de outubro, terça-feira, foi tomado por uma grande febre. Aos 29, tendo terminado o retiro, partiu para Arona. A febre aumentava, e o que era pior, era contínua. No dia dos mortos, foi levado para Milão, em liteira. A doença que o acometera foi julgada gravíssima. Havia momentos de melhora, mas em breve, o recrudescimento da febre anunciou-se por sintomas tão incômodos, que os médicos que a ele assistiam perderam toda a esperança que, havia bem pouco, ainda nutriam de o salvar.

Carlos, que não interrompera os exercícios de devoção, recebeu o julgamento dos médicos com uma serenidade sobrenatural, com uma tranqüilidade difícil de se acreditar, e pediu os sacramentos da Igreja, sacramentos que recebeu com o maior fervor e unção.

De tarde, principiava docemente a noite de 4 de novembro, morria, pronunciando estas palavras: – Ecce venio – Eis que eu venho.

São Carlos Borromeu_Intercessão_supported_by_the_Virgin_Mary_-_Detail_Rottmayr_Fresco_-_Karlskirche_-_Vienna

Por testamento, deixou para a catedral uma baixela, a biblioteca para o cabido, os manuscritos para o bispo de Vercelli, instituindo o hospital geral, seu herdeiro. Quanto aos funerais, deixou ordens explícitas para que se fizessem com a maior simplicidade. Escolhera como sepultura um recanto existente perto do coro, e não queria outra inscrição senão aquela que ainda hoje se lê numa pequena placa de mármore, que diz assim:

"Carlos, Cardeal com o título de São Praxédes, arcebispo de Milão, que implora o socorrro das orações do clero, do povo e dos devotos em geral, escolheu esta tumba, quando em vida."

E fez-se esta edição:

"Viveu 46 anos, um mês e um dia, governou esta igreja por 24 anos, 8 meses, 24 dias, tendo falecido aos 4 de novembro de 1584.

(Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XIX, p. 174 à 179)

http://www.arautos.org/artigo/10295/Sao-Carlos-Borromeu–Bispo–2010-11-04–Santo-do-Dia–Padre-Rohrbacher.html

Mais sobre São Carlos…

São Carlos Borromeu3
Peça-mestra da Contra-Reforma católica, grande propugnador do Concílio de Trento, realizou profunda reforma na arquidiocese de Milão. Foi um exemplo de verdadeiro Pastor, por seu zelo pelas almas e santidade de vida.

São Carlos Borromeu nasceu no castelo de Arona, nas margens do Lago Maior, Ducado de Milão, a 2 de outubro de 1538, filho dos condes Gilberto e Margarida de Médici. A mãe era irmã do Cardeal João Ângelo, que seria elevado ao sólio pontifício com o nome de Pio IV. Dizia-se do conde que levava mais a vida de monge que a de grande senhor, rezando diariamente o breviário e dedicando muitas horas à oração e às boas obras. A condessa emulava com ele em piedade.

Todos os biógrafos do futuro santo mencionam uma claridade extraordinária que envolveu o castelo de Arona quando nascia o menino, tomada como sinal a denotar a luz de santidade que o recém-nascido projetaria em toda a Cristandade.

Com pais tão virtuosos, era natural que também se desse logo cedo à piedade, sendo suas distrações montar altares e repetir cerimônias que via na igreja. Desabrochou logo cedo em Carlos a vocação sacerdotal, de modo que já aos oito anos recebeu a primeira tonsura; aos 12, seu tio, Júlio César Borromeu, resignou em seu nome a Abadia de São Graciano e São Felino. Apesar da pouca idade, Carlos estava ciente de que as rendas da abadia eram patrimônio dos pobres. Pediu ao pai que as considerasse assim, e que fossem empregadas exclusivamente para esse fim.

Sua infância e juventude, como predestinado desde o berço, foi de grande inocência e perfeita integridade de costumes. Mesmo quando foi terminar seus estudos na Universidade de Pavia, geralmente conhecida pela debochada vida de seus estudantes, Carlos soube permanecer ileso naquele ambiente, com o auxílio da Virgem Santíssima, por quem nutria filial e confiante devoção, e dos sacramentos da confissão e comunhão.

Cardeal Arcebispo aos 22 anos

Aos 21 anos Carlos doutorou-se nos Direitos civil e eclesiástico. Seus pais tinham já falecido. Sua carreira começaria cedo, pois no ano seguinte seu tio João Ângelo, eleito Papa, chamou-o para junto de si o fez Cardeal Arcebispo de Milão. Encarregou-o, apesar de seus 22 anos, da maior parte do governo da Igreja. Isto é, fê-lo Secretário de Estado sem o título, além de Protonotário Apostólico da firma pontifícia e várias outras honrarias.

Não movido pela ambição, mas pela obediência, Carlos entregou-se ao trabalho. Diz um biógrafo: “Foi coisa admirável que, quanto possuía (causa comumente de ruína para os demais) foi-lhe de não pouca ajuda para a perfeição a que anelava, porque, ocupando tão grande posto e gozando de todos os bens que o ânimo mais altivo apenas atreveria prometer-se, achava tudo tão sem gosto e substância, que generosamente se deu a buscar um só e perfeito bem no qual achasse plena satisfação e cabal paz”[1].

Carlos alojou-se, vestiu-se e mobiliou seus aposentos com magnificência, para sustentar sua qualidade de príncipe, de cardeal e de sobrinho do Papa.

Mas repentinamente ocorreu o falecimento do Conde Frederico, seu irmão mais velho, a quem o Papa chamara também a Roma e cumulara de honras. Todos esperavam que Carlos, não tendo ainda sido ordenado sacerdote e sendo agora o único herdeiro do nome da família, deixasse a carreira eclesiástica e se casasse para perpetuar o nome. Ele, pelo contrário, acelerou sua ordenação e consagração total a Deus de modo irrevogável.

Considerando então a sublime dignidade sacerdotal e a obrigação que tinha de ser o bom odor de Cristo, despojou-se das ricas vestes de seda, simplificou o serviço de sua casa e escolheu o piedoso Pe. João Batista Ribeira, jesuíta, para seu diretor espiritual. Vendeu também boa parte do seu patrimônio, entregando o valor aos tios com a condição de darem parte da renda para a assistência dos seminários, escolas gratuitas, hospitais, conventos e pobres.

Grande propugnador do Concílio de Trento

Uma de suas iniciativas mais importantes foi trabalhar para a conclusão do Concílio de Trento, que fora interrompido. Não podendo dele participar, por causa de seus afazeres em Roma, empenhou-se na publicação de suas Atas e do Catecismo Romano, conforme dispunha o Concílio, e da reforma do breviário. Trabalhou também para pôr em prática as resoluções dessa assembléia conciliar, principalmente no que diz respeito à reforma do clero, contando para isso com a ajuda muito eficaz de São Felipe Néri. Cooperou também para a reforma da música sacra, decretada pelo Concílio, e pela adoção da polifonia proposta e executada pelo grande compositor Giovanni Pierluigi da Palestrina.

Como a missão de um bispo é guiar suas ovelhas, começou, para esse fim, a exercitar-se na pregação, com assombro de todos, pois não era costume na época que cardeais se entregassem a esse ministério. Suas palavras penetravam a fundo, obtendo grande fruto.

Sabendo como era necessário aos bispos o conhecimento da doutrina católica para opor-se às falsas doutrinas dos hereges, começou o estudo de lógica e filosofia.

Mas sobretudo queria pôr em prática as normas do Concílio em sua Arquidiocese de Milão, como pastor de almas que era. Depois de muito insistir, obteve do Papa licença para dela tomar posse.

 

São Carlos Borromeu4

Autêntica reforma na diocese

Chegando a Milão, o Cardeal Borromeu, seguindo a orientação do Concílio, começou a reforma do clero. Que este necessitava urgentemente de reforma, é certo, pois “os padres eram ainda mais desregrados que o povo; sua ignorância era tão grande, que a maioria não sabia as fórmulas dos sacramentos; alguns não acreditavam mesmo que fossem obrigados a se confessar, porque confessavam os outros. A bebedeira e o concubinato eram muito comuns entre eles, e acrescentavam a esses sacrilégios outros mais execráveis, pela administração dos sacramentos e celebração dos Santos Mistérios em um estado criminoso e escandaloso. […] Os mosteiros femininos estavam [também] abertos a toda dissolução”[2]. Como o mal não era somente da cidade de Milão, mas de toda a arquidiocese, Carlos convocou um concílio provincial para promulgar os decretos do Concílio de Trento. A ele acorreram 11 bispos da região. Chegou a convocar seis concílios provinciais e 11 sínodos diocesanos com o mesmo fim.

Ele começou por sua própria casa a reforma que pregava, estabelecendo nela um regulamento para que todos vivessem com simplicidade e modéstia. Havia horário para as orações vocal e mental e para o exame de consciência, e ninguém podia ausentar-se desses atos sem permissão. Os sacerdotes eram obrigados a confessar-se todas as semanas e a celebrar o Santo Sacrifício diariamente. Os não-sacerdotes deveriam confessar-se e comungar semanalmente e assistir à Missa diariamente. As refeições eram em comum, com a leitura de algum livro de vida espiritual. Enfim, ordenou sua casa como se fosse um colégio da Companhia de Jesus, com exercícios, costumes e ofícios semelhantes aos que há nas casas da Companhia. Ele dava o exemplo, sendo o mais observante de todos. Mas, como tinha mais responsabilidade, pois era o pastor, passou a levar uma vida de verdadeiro anacoreta: dormia poucas horas, sobre umas pranchas, flagelava-se impiedosamente e comia pouco, chegando no fim da vida a viver só de pão e água uma vez por dia. Sua delicada saúde ressentiu-se disso, e foi necessário apelar para o novo Papa, São Pio V, para que lhe ordenasse atenuar um tanto suas penitências.

Na terrificante peste de 1576

As obras do santo foram incontáveis. “Estabeleceu uma ordem edificante na catedral de Milão; a devoção dos eclesiásticos, a magnificência dos ornamentos, o esplendor das cerimônias formavam um conjunto do mais tocante efeito. Edificou muitos seminários, fundou um colégio de nobres; os edifícios eram soberbos e as regras traziam o cunho da sabedoria do santo fundador. Estabeleceu em Milão os padres teatinos. […] Recebeu os padres da Companhia de Jesus. Fundou também uma congregação de sacerdotes sem votos (Padres Oblatos de Santo Ambrósio), dependentes só dele como seu chefe imediato, a fim de os ter à mão para os empregar consoante o pedissem as necessidades da diocese”[3].

Entretanto, onde o zelo do santo mais se desdobrou foi por ocasião da violenta peste que assolou Milão em 1576. Todos que puderam fugiram, inclusive as autoridades civis. Mas o Pastor não podia abandonar suas ovelhas feridas.

Vendeu toda a prataria do palácio episcopal para socorrer os atingidos, deu-lhes todos os móveis de sua casa e até seu próprio leito. Ele os ia confessar e administrar-lhes os últimos sacramentos, visitava-os nos hospitais ou nos tugúrios, ordenou preces e procissões para pedir o fim da epidemia, e ofereceu-se como vítima pelos pecados de toda sua diocese.

“Saía em procissão pelas ruas da cidade com uma corda no pescoço e uma cruz às costas, implorando a misericórdia de Deus”.

As coisas que fez durante essa epidemia foram tão admiráveis, que encheram de assombro toda a corte romana e toda a Cristandade.

São Carlos Borromeu morreu aos 46 anos, em 4 de novembro de 1584, sendo canonizado em 1610[4].

Por Plínio Maria Solimeo

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[1] Pe. Pedro Ribadaneira, Flos Sanctorum, in Dr. Eduardo Ma. Vilarrasa, La Leyenda de Oro, L. González y Compañia, Barcelona, 1897, tomo 4º, p. 237.
[2] Les Petits Bollandistes, Vies des Saints d’après le Père Giry, Paris, Bloud et Barral, 1882, tomo 13, pp. 180-181.
[3] Pe. José Leite, S.J., Santos de Cada Dia, Editorial A.O., Braga, 1987, tomo III, pp. 263 e ss.
[4] Outras obras consultadas: Fr. Justo Perez de Urbel, Año Cristiano, Ediciones Fax, Madrid, 1945, tomo IV, pp. 264 e ss.; Edelvives, El Santo de Cada Dia, Editorial Luis Vives, Saragoça, 1949, tomo VI, p.41 e ss.

http://alexandrinabalasar.free.fr/carlos_borromeu.htm

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SÃO CARLOS E NOSSA SENHORA

Nossa_Senhora2

A Porta do Céu

São Carlos Borromeu mandou que na sua diocese a imagem de Maria fosse colocada acima da porta de cada igreja paroquial, como para avisar aos fiéis, quando rezassem, que procurassem acesso junto a Deus por sua Santíssima Mãe; e que ninguém seria recebido nos tabernáculos eternos se não amasse e reverenciasse Aquela que é justamente proclamada a Porta do Céu.

A Igreja invoca Maria sob este título ─ "Porta do Céu", Janua Coeli
─ porque, como diz São Boaventura, "ninguém pode entrar naquela bem-aventurada morada sem passar por Maria, que é a porta".

A devoção a Maria é um sinal infalível de salvação eterna ─ diz São Bernardo.

http://paginasmarianas.blogspot.com/2007_12_02_archive.html

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ORAÇÃO DE SÃO CARLOS BORROMEU

São Carlos Borromeu_Intercessão_supported_by_the_Virgin_Mary_-_Detail_Rottmayr_Fresco_-_Karlskirche_-_Vienna

Ó Deus, que aos vossos pastores associastes
São Carlos Borromeu, animado de ardente
caridade e da fé que vence o mundo, daí-nos,
por sua intercessão, perseverar na caridade
e na fé, para participarmos de sua glória.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso filho,
na unidade do Espírito Santo. Amém.

São Carlos, rogai por nós.

Hino de São Carlos Borromeu

O seu povo lhe rende homenagem
Ó São Carlos Nosso Santo Padroeiro.
Porque sempre imitou nesta terra,
A Jesus, nosso Deus verdadeiro.

Refrão

Nesta vida, ser santo é lutar
Por um mundo mais justo e irmão
É fazer o seu povo mudar,
Pra ser todos um só coração!

Que sejamos de Cristo a imagem
A exemplo de nosso padroeiro.
Ele sempre lutou com coragem
E do AMOR se tornou mensageiro.

Nossa terra se sente feliz
Por São Carlos, nosso santo padroeiro.
Seus exemplos queremos seguir,
Para sermos, no céu, companheiros.

Que o Senhor nos dê sua bênção
E nos faça, do céu, mensageiros.
Nos anime a lutar e vencer
E nos faça ser santos caminheiros.

http://catequesedivinoespiritosantomatao.blogspot.com/

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SÃO CARLOS BORROMEU E A UNÇÃO DOS ENFERMOS

São Carlos Borromeu_Quadro_D. Schidone - Alinari Quadro: D. Schidone – Alinari

O Que é a Unção dos Enfermos?

A Unção dos Enfermos é o sacramento instituído para alívio espiritual e também corporal dos cristãos gravemente enfermos .

Durante a terrível peste que assolou Milão em 1576, São Carlos Barromeu, arcebispo dessa capital, realizou prodígios de caridade em favor dos pobres empestados.

Ia pessoalmente prestar-lhes seus serviços.

Ves na gravura acima, o cardeal que administra a Unção dos Enfermos a um jovem moribundo.

Para alívio espiritual dos cristãos gravemente enfermos, Jesus Cristo instituiu o sacramento da Unção dos Enfermos, nome que indica a própria matéria desse sacramento.

A Unção dos Enfermos aumenta a graça santificante, cancela os pecados veniais e mesmo os mortais, quando o enfermo, não podendo confessar-se, deles se arrepende.

Dá forças para suportar com paciência os sofrimentos da moléstia, para resistir às tentações do demônio e para morrer santamente.

Deus permite muitas vezes que a Unção dos Enfermos restitua a saúde ao enfermo.

Ordináriamente a Unção dos Enfermos é administrada pelo pároco.

O doente não precisa chegar ao último extremo para recebê-la, mas assim que seu estado de saúde se agravar.

De outra forma, seria privá-lo de tão útil e santo sacramento: Ainda que – diz a Lei da Igreja – este sacramento não seja necessário como meio para salvar-se, nunca é lícito descuidá-lo e é preciso diligenciar afim de que os enfermos o recebam enquanto estão em si (Código de Direito Canônico, cân. 944).

http://www.otumulovazio.com/religiao/capitulo162.html

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