PT: PARTIDO OU RELIGIÃO? EIS A QUESTÃO…

Por: Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz

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Quando um cidadão encontra o *Partido dos Trabalhadores*, encontra um tesouro. Vale a pena vender tudo para comprar o campo onde o tesouro está enterrado. O PT não é o melhor dos partidos políticos. É o único partido verdadeiro. Os outros são simulacros de partido.

A alegria de ter encontrado a verdade, faz com que o cidadão, para filiar-se ao PT, renuncie a tudo. Uma vez filiado, ele não terá mais direito de escolher seus candidatos. Seu dever será "votar nos candidatos indicados" pelo Partido. (Estatuto do *Partido dos Trabalhadores*, aprovado em 11/03/2001, art. 14, inciso VI). Se for candidato a um mandato parlamentar, deverá reconhecer expressamente que o mandato não é seu, mas que “pertence ao partido” (art. 69, inciso I).

A obediência ao Partido é sagrada. Está acima de tudo: de suas opiniões pessoais, de suas convicções, das reivindicações dos eleitores. Só em casos extremamente excepcionais, o parlamentar poderá ser dispensado de cumprir as ordens do alto, para seguir sua consciência ou o clamor dos que nele votaram (art. 67 § 2º).

Com alegria o filiado pagará anualmente uma contribuição proporcional ao seu rendimento (art. 170). Se ocupar um cargo executivo ou legislativo, a contribuição não será anual, mas mensal, obedecendo a uma tabela progressiva (art. 171 e 173). Mas a alegria de ser filho do verdadeiro Partido faz com que todas essas imposições pareçam leves.

Dentro do Partido, zela-se não só pela unidade ("que todos sejam um"), mas pela uniformidade. Frações, públicas ou internas ao Partido são expressamente proibidas (art. 233 §4º). No entanto, os filiados podem organizar-se em "tendências" (art. 233). Estas, porém, estão submissas às decisões partidárias e ao encaminhamento prático do Partido (art. 238). Nenhum filiado poderia, por exemplo, organizar uma tendência para combater o "casamento" de homossexuais ou a legalização do *aborto*, que são bandeiras do Partido. As tendências não podem ter sedes próprias (art. 235 "caput"), não podem reunir-se com não-filiados (art. 235 §3º) e não podem difundir suas posições fora do Partido (art. 236 §1º). Mesmo que uma tendência deseje publicar documentos seus, contendo posições oficiais do Partido, está proibida de fazê-lo (art. 236 §2º). O petista submete-se a todo este mecanismo de controle, ciente de que o Partido sabe o que faz.

Se sou vereador e o Partido me proíbe de propor um projeto de lei pró-vida, não tenho motivo para reclamar. O Partido deve ter suas razões. Se sou senador e cabe a mim a tarefa de emitir um relatório sobre um projeto de *aborto*, eu, por fidelidade ao PT, não posso manifestar-me contra a proposta. Devo agradecer ao Partido por ele, benignamente, permitir que eu passe o encargo de relator a um colega abortista. Se sou deputado federal e o Partido manda que eu me ausente de uma sessão deliberativa, onde meu voto, contrário ao *aborto*, atrapalhará a aprovação de um projeto, a resignação será minha melhor atitude.

Tudo isso e muito mais vale a pena. Pois todos os outros partidos são comprometidos com as oligarquias, com o neoliberalismo, com a classe dos opressores, e não dão importância aos pobres, aos excluídos, aos marginalizados, aos explorados, aos sem voz e sem vez. Pertencer ao PT é uma glória tão grande que justifica qualquer custo.

Se sou petista, pouco me importa que Lula e Fidel Castro tenham fundado em 1990 o Foro de São Paulo para fortalecer a ditadura cubana. Não me interessa que, em dezembro de 2001, Lula tenha elogiado o regime comunista de Cuba durante sua viagem a Havana, nem que lá estivessem presentes chefes narco-guerrilheiros colombianos.

Se sou petista, não quero saber por que entre os oitos projetos de lei abortistas em tramitação no Congresso Nacional, seis são de autoria do PT.

Não me interessa explicar por que nenhum parlamentar petista, desde a mais humilde Câmara Municipal até o Senado Federal, tenha ousado propor um projeto de lei antiabortista.

Aliás, o bom petista jamais chegaria até esta linha do artigo. Muito antes já teria parado a leitura por considerá-la perigosa à fé que ele tem no Partido. Fora dessa fé não pode haver salvação.

Agora, uma pergunta final, com vistas as eleições de outubro: pode um cristão votar no PT?

Pode. Mas antes ele precisa trocar sua Certidão de Batismo pela Certidão de Petismo. Duas religiões antagônicas não podem coexistir num mesmo fiel.

Anápolis, 27 de outubro de 2002
Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
Presidente do Pró-Vida de Anápolis

Fonte:
Cruz, Pe. Luiz Carlos Lodi da – "PT: Partido ou religião? Eis a questão…"
MONTFORT Associação Cultural
http://www.montfort.org.br/index.php?secao=imprensa&subsecao=brasil&artigo=brasil20030908_1
Online, 10/02/2008 às 03:35h

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Um comentário em “PT: PARTIDO OU RELIGIÃO? EIS A QUESTÃO…

  1. UM COMENTÁRIO POR SOBRE ESSE COMENTÁRIO

    TENHO SUGESTÃO DE OUTRA RELIGIÃO, V. TOPA?

    Encontrei o PT! Achei o Tesouro Escondido!
    Parece brincadeira, mas não é. O PT é igual ao tesouro citado pela bíblia para muitos católicos mal formados ou deformados, alienados ou cristãos fora da Igreja, citado em Mt 14, 44-46, ao ser encontrado, o felizardo vende tudo para se apossar do tesouro.
    No PT é o mesmo: o cidadão abnega-se a si mesmo, abraça-o e se dispõe livremente a servir o PT de corpo e alma, sem restrições; já não mais raciocina por si, mas “é funcionado”, como se fora um autômato às ordens dos “deuses todo poderosos” da cúpula do partido, senhores de sua vida, e que em todos os assuntos ou ações agirá doravante conforme as disposições do rígido estatuto repletos de dogmas de fé inquestionáveis, sem poder interpelar o porquê.
    Lembra-se dos 2 deputados excluídos por discordarem de o PT insistir na aprovação do aborto e outros em situações diferentes se opondo à ideologia-fé do partido, sumariamente postos fora do “paraíso” por se comportarem como hereges, discordando dos deuses absolutos?
    E mais: rezam os artigos 170-173 sobre as contribuições mensais compulsórias também de candidatos vencedores dos pleitos eleitorais, sem citar as denúncias de desvios irregulares de dinheiro para esse partido-religião, ou seja, quem os elege, colabora com o mantenimento da fé PeTista, possuidora de inquestionáveis dogmas de fé.

    Assim, o católico que vota em seus candidatos colabora na manutenção das injustiças, é solidário com o aborto, pedofilia, uniões gays, eutanásia; renuncia a Jesus Cristo e sua Igreja, passando a servir ao materialismo, à Nova Ordem Mundial-Nova Era-neo ateísmo-PT; aliás, tudo citado é muito chegado a deuses “libertários e amigos dos empobrecidos”, como Fidel Castro, Chávez, Kim Jong Um…

    Tudo que propõem a favor dos outros, dos pobres, do sistema igualitário é igual novela: tudo falso, como eles mesmos. O Estado para o PT e outros partidos comunistas é o deus todo poderoso, dirigido por deuses que se fizeram tal por meio de engodos para chegarem ao poder, sabem que são falsos e que suas propostas são mentirosas, mas não então nem aí; afinal são filhotes da ideias e propósitos do satanista Marx, do qual “nada há de absoluto, definitivo ou sagrado”. Apresar o poder de qualquer jeito por meio da subversão; aliás, “mentir” é virtude e “todos os meios justificam os fins”.

    V. sabe que uma mentira sempre insistida pode para muitos se tornar verdade; taí o “bom exemplo” do deus Lula da religiãoPT, defesa dos humildes, em altos brados contra os poderosos e desapego em favor dos mais empobrecidos e excluídos…

    Porém, a revista “Forbes” dos milionários globais diz que Lula possui fortuna superior a mais de 2 BILHÕES de dólares, de como fica, hem… Confira na net…

    Ah, “os excluídos”, foi bom lembrar: costumam usar esse termo em local indevido: o verdadeiro lugar dos de fato excluídos é no inferno!

    Só falta a próxima atitude de seus simpatizantes e eleitores, não podendo omitir: trocar a “Certidão de Batismo” de adesão a Jesus Cristo pelo da nova religião, agora ” Certidão de PeTismo”.

    Tranquilize-se: Satanás, pai e mentor dessas ideias e ações receberá após a morte os adeptos da nova religião e selarão juntos a definitiva aliança para a eternidade afora…

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