PECADORES, SIM. CORRUPTOS, NÃO!

Pelos muros da capela da Domus Sanctae Marthae, ressoou nesta segunda-feira (11) as palavras do Papa Francisco contra a corrupção

Por Salvatore Cernuzio

corrupcao

ROMA, 12 de Novembro de 2013 (Zenit.org) – Pelos muros da capela da Domus Sanctae Marthae, ressoou nesta segunda-feira (11) uma crítica contundente de Francisco, já manifestada em páginas escritas em 2005, quando Bergoglio ainda era o arcebispo de Buenos Aires, e recolhidas no livro "A cura da corrupção".

O cardeal Bergoglio falava então de uma corrupção que é

o joio do nosso tempo", que "se alimenta de aparência e de aceitação social, se ergue como medida da ação moral e pode consumir a partir de dentro", até causar uma "esclerose do coração" do homem ou da própria Igreja.

Se as palavras do arcebispo de Buenos Aires já tinham abalado muitas consciências, sua reproposição, agora, na sua qualidade de Sumo Pontífice da Igreja Universal, assume um valor diferente: o valor de uma denúncia, alta e clara, contra uma atitude que é mais ínfima e desprezível do que o próprio pecado.

De fato, diz o papa, é quase melhor definir a nós próprios como pecadores do que como corruptos. Porque

aquele que peca e se arrepende pede perdão, se sente frágil, se sente filho de Deus, se humilha e pede a salvação de Jesus. Mas quem é corrupto "escandaliza" não pelas suas culpas, diz o Santo Padre, mas porque "não se arrepende", "continua a pecar, e, mesmo assim, finge que é cristão". É alguém que leva, enfim, uma "vida dupla". E isso "faz muito mal" para a Igreja, para a sociedade e para o próprio homem.

“É inútil que alguém diga ‘Eu sou um benfeitor da Igreja! Eu coloco a mão no bolso e ajudo a Igreja’, se depois, com a outra mão, rouba do Estado, rouba dos pobres […] É injusto", diz Bergoglio, recordando o que diz Jesus no Evangelho de hoje sobre quem é causa de escândalo: "Mais vale a esse que lhe pendurem uma pedra de moinho ao pescoço e seja lançado ao mar!".

"Aqui não se fala de perdão", observa o papa, o que esclarece ainda mais a diferença entre corrupção e pecado. Jesus "não se cansa de perdoar", explica Francisco, e nos exorta a perdoar até sete vezes por dia o irmão que se arrepende. No mesmo Evangelho, porém, Cristo adverte: "Ai daquele que provoca escândalos!". Jesus "não está falando de pecado, mas de escândalo, que é outra coisa", ressalta o papa, "e acrescenta que é melhor que lhe coloquem no pescoço uma pedra de moinho e o joguem no mar do que causar escândalo a um só destes pequeninos".

Quem escandaliza engana, e "onde há engano não há o Espírito de Deus […] Esta é a diferença entre o pecador e o corrupto": quem leva "vida dupla é corrupto"; quem "peca, mas gostaria de não pecar", é apenas "fraco": este "recorre ao Senhor" e pede perdão. "Deus o ama, o acompanha, está com ele".

Todos nós “devemos nos reconhecer pecadores. Todos nós". Mas "o corrupto está amarrado a um estado de suficiência, não sabe o que é a humildade". Jesus chamava esses corruptos de "hipócritas", ou, pior ainda, de "sepulcros caiados", que parecem "bonitos por fora, mas por dentro estão cheios de ossos de mortos e de toda podridão".

Bergoglio vai fundo e afirma: "Uma podridão vernizada: esta é a vida dos corruptos. E um cristão que se gaba de ser cristão, mas que não leva vida de cristão, é um desses corruptos", acrescenta.

"Nós todos conhecemos alguém que está nesta situação: cristãos corruptos, padres corruptos… Quanto mal eles causam à Igreja, porque não vivem no espírito do Evangelho, mas no espírito da mundanidade". Mundanidade que é um perigo a respeito do qual São Paulo já alertava os cristãos de Roma, escrevendo: "Não se conformem com a mentalidade deste mundo". Comenta o Santo Padre: "Na verdade, o texto original é mais forte, porque nos diz para não entrarmos nos esquemas deste mundo, nos parâmetros deste mundo, ou no mundanismo espiritual".

As homilias do papa Francisco na Casa Santa Marta já não se limitam a usar metáforas simpáticas para aguçar as consciências embaçadas dos fiéis. Depois da dura homilia de hoje e do alerta feito na última sexta-feira aos devotos da "deusa tangente", as suas críticas se tornaram implacáveis, porque o que está em jogo é a vida e a alma das pessoas.

Como bom pastor, o papa tem o dever de guiar o seu rebanho pelo caminho que leva até Deus. Por isso, no final de um sermão que foi mais forte que o habitual até aqui, ele ressaltou a esperança e recordou que Cristo "não se cansa nunca de perdoar, mas com a condição de não querermos levar uma vida dupla, de irmos até Ele arrependidos: ‘perdoa-me, Senhor, eu sou um pecador’". E conclui:

Peçamos hoje a graça do Espírito Santo, que foge de todo engano, a graça de nos reconhecermos pecadores: somos pecadores. Pecadores, sim. Corruptos, não.

O QUE PODE “SE ESCONDER” POR TRÁS DA LEGÍTIMA EXPRESSÃO DEMOCRÁTICA NAS RUAS?

Fonte: http://www.comshalom.org/blog/carmadelio/34903-o-que-pode-se-esconder-por-detras-da-legitima-expressao-democratica-nas-ruas

Manifestações

Por Padre Anderson Alves

Segundo as declarações[i] de alguns organizadores dos atuais protestos no Brasil, podemos perceber que as manifestações estão sendo organizadas por grupos de profunda inspiração marxista, que julgam que o atual governo não é tão radical como deveria ser[ii].

Por isso, pretendem mudar todo o sistema, aproveitando-se de pessoas de boa vontade, que justamente querem mudanças na vida social. Assim, pessoas bem intencionadas são usadas por grupos radicais que analisam a realidade de modo dialético e que, no fundo, pretendem uma revolução violenta, popular e nada democrática.

Algo de semelhante ocorre em diversos países do mundo. Como esses grupos radicais não ganham suficientes votos, pretendem impor suas ideias por meio da força de alguns “heróis” e pela manipulação emotiva das grandes massas.

Sendo assim, agem transmitindo a ideia de que farão uma manifestação pacífica, incitando os sentimentos e a boa vontade de muitos. Atraem muita gente que realmente se manifesta de modo pacífico; porém, em certo momento, acabam utilizando métodos violentos para sofrer uma justa resposta das ordens de segurança e se apresentarem como vítimas do Estado repressor. O objetivo é desestabilizar os governos e todos os partidos políticos, através da manipulação popular. Depois das manifestações passam a ideia de que a violência não era intencional, mas que foram pessoas “infiltradas” que a promoveram.

Em síntese, no atual momento devemos ter espírito crítico para averiguar se os violentos são “aproveitadores” e “infiltrados” nas manifestações, ou se são os seus mesmos organizadores, que se aproveitam do apoio popular para justificar assim suas ideias e métodos revolucionários.

De qualquer modo, sobre as manifestações populares, pode-se dizer que em todos os países democráticos existem e deve ser protegido o direito de se manifestar nas ruas: seja por meio de passeatas, seja por meio de greves. Mas isso deve ser feito com ordem. Na prática significa:

1) As manifestações públicas devem ser programadas e devem contar com a autorização do poder público. Devem ser em dia, hora e local determinados. A polícia deve estar presente para garantir o direito das pessoas se manifestarem, sem serem agredidas. Evidentemente, a polícia também não pode ser agredida e os bens públicos ou privados não devem ser destruídos ou danificados; para se construir um País melhor não é necessário destruir o que temos agora;

2) As manifestações não podem paralisar cidades inteiras, porque os que tem o direito de protestar devem respeitar o direito de quem não quer participar. O direito de protestar não pode negar a ninguém o direito de ir e vir, por exemplo. Avenidas públicas importantes não podem ser totalmente fechadas. Não pode ser impedida a circulação de ambulâncias, da polícia, dos bombeiros ou de quem simplesmente não quer participar nos protestos. Por isso, o ideal é que esses atos ocorram nos domingos ou feriados;

3) As greves devem ser justas e, na medida do possível, criativas, sem causar graves danos às empresas ou ao País. Na Itália, por exemplo, recentemente um grupo de pedreiros fez uma greve trabalhando um dia na reforma de praças públicas. Assim demonstravam que não falta trabalho e que os trabalhadores devem ser valorizados.

Por fim, as manifestações devem ter objetivos concretos e realizáveis. Reivindicar tudo significa o mesmo que reivindicar nada, pois se tudo é direito, nada é direito. Em palavras mais sábias e claras: “Os direitos individuais, desvinculados de um quadro de deveres que lhes confira um sentido completo, enlouquecem e alimentam uma espiral de exigências praticamente ilimitada e sem critérios. A exasperação dos direitos desemboca no esquecimento dos deveres. Estes delimitam os direitos porque remetem para o quadro antropológico e ético cuja verdade é o âmbito onde os mesmos se inserem e, deste modo, não descambam no arbítrio. Por este motivo, os deveres reforçam os direitos e propõem a sua defesa e promoção como um compromisso a assumir ao serviço do bem. (…) A partilha dos deveres recíprocos mobiliza muito mais do que a mera reivindicação de direitos”

(Papa Bento XVI, Caritas in Veritate, n. 43).

[i] Cfr. http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2013/06/1296139-ativista-do-movimento-passe-livre-diz-que-nao-negocia-trajeto-de-manifestacao.shtml

[ii] O “Movimento Passe Livre” que está organizando grandes manifestações em São Paulo tem seu estatuto publicado na internet. Dizem explicitamente que a “via parlamentar não deve ser o sustentáculo do MPL, ao contrário, a força deve vir das ruas”. Afirmam que têr como “perspectiva a mobilização dos jovens e trabalhadores pela expropriação do transporte coletivo, retirando-o da iniciativa privada, sem indenização, colocando-o sob o controle dos trabalhadores e da população”. Cfr. http://mpl.org.br/node/1

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A COMISSÃO DA “VERDADE”

Por Marco Antonio Bompet

“Em razão da coluna do Sr. Luiz Garcia em O Globo de hoje enviei esta mensagem abaixo. Claro que não é destinada a publicação, é apenas uma manifestação que me julguei no dever de fazer na qualidade de permanente estudante de História. Tive o cuidado de não tomar partido político no assunto, apenas de defender a ciência histórica.

Obviamente será ignorada pelo jornal e pelo articulista, mas não me importa, fiz aquilo que julguei necessário fazer e posso dormir tranquilo com minha consciência.

     Abraços

     Bompet

COMISSÃO DA VERDADE SÓ NO PAPEL

   Ao Sr. Luiz Garcia

Política e História, como sabemos, são campos distintos, sendo o primeiro caracterizado por ideias e iniciativas voltadas para a tomada e manutenção do poder, enquanto o segundo destina-se à elucidação da verdade de fatos pretéritos. Contudo, frequentemente, agentes políticos tentam manipular a História para o alcance de seus propósitos e são sempre perigosos, para a ciência histórica, os trabalhos realizados sem um adequado tempo de “decantação” dos fatos, que nos permita uma avaliação técnica, neutra e isenta. Assim fizeram Edward Gibbon, Arnold Toynbee, Will Durant, Fernand Braudel, George Dubuy, David Landes e tantos outros renomados historiadores. Uma pesquisa e análise de fatos históricos relativamente recentes revela-se, usualmente, impregnada de paixões e interesses dos diversos atores da cena histórica, não raramente comprometedoras da veracidade.

      Quando uma chamada Comissão Nacional da Verdade investiga fatos relacionados a dois grupos em aberto litígio, restringindo seu trabalho a um dos lados e ocultando deliberadamente o outro, certamente não tem como propósito o enriquecimento da História e, de fato, presta um desserviço à ciência histórica. Como também sabemos, a meia-verdade costuma ser mais nefasta do que a mentira, esta mais fácil de ser desmontada. Se a finalidade da comissão, como afirma V.Sa., é “relatar o que aconteceu, simplesmente para evitar que aconteça novamente”, fica sem sentido uma apuração apenas parcial da realidade. Pode contribuir para a disputa política, para eventual auferimento de ganhos financeiros por parte de alguns, mas definitivamente não para o conhecimento histórico, completo, abrangente e necessário. No caso específico, “jogar para debaixo do tapete” os crimes, alguns bárbaros, cometidos pelos grupos revolucionários os legitima na prática. Isso a mim parece grave. Legitimar, por ocultação deliberada, crimes de atentados a bomba, assassinatos de inocentes, tortura, sequestros, “justiçamentos” e outros parece inadequado para a compreensão do passado e construção de uma nação democrática, além de se constituir em desonestidade intelectual para com o estudo da História

      Quanto à revisão do ensino da História nas academias militares, confesso que não tenho ideia de como ocorra esse ensino, mas o Sr. Paulo Sérgio Pinheiro demonstrou um espantoso grau de desinformação sobre a História do século XX ao desconhecer, pelo menos pelo que afirmou, a existência do fenômeno da Guerra Fria. Classificou como “conto da carochinha” as tentativas de tomada de poder por grupos de ideologia marxista-leninista, por métodos revolucionários, no Brasil. Custo a crer que esse, aparentemente alienado, senhor não tenha tido conhecimento de toda a evolução dos principais acontecimentos políticos da segunda metade do século passado, iniciado com o bloqueio de Berlim em junho de 1948, seguido de Guerra da Coreia, invasão da Hungria em 1956, tomada do poder em Cuba por Castro em 1959, Crise dos Misseis de 1962, apenas para citar os principais. Não posso crer também que que o Sr. Pinheiro desconheça que a explosão, pelos soviéticos, em 1949 de sua primeira bomba atômica e os desenvolvimentos nos armamentos nos anos seguintes, tornou suicídio coletivo a eclosão de uma guerra entre as duas superpotências líderes de sistemas político-econômicos antagônicos e em confrontação. A consequência disso, sabidamente para quem estuda História, foi o principal palco de disputa mover-se para as áreas periféricas, a saber, SE da Ásia, África e América Latina. Acontecer a disputa também por aqui era absolutamente óbvio, principalmente depois da chegada do grupo de Fidel Castro ao poder em 1959. Esse fato estimulou os grupos radicais existentes no país, de um lado e do outro, e o Sr. Pinheiro parece não ter tido conhecimento dos “Grupos dos Onze”, “Ligas Camponesas” de Francisco Julião e toda a efervescência política que por aqui se viveu nos anos que antecederam 1964. Talvez também não saiba ele da Revolta dos Sargentos de Brasília, da Revolta dos Marinheiros no Sindicato dos Metalúrgicos , da Reunião dos Sargentos no Automóvel Club do Brasil, com apoio do Presidente da República, para crítica aos comandantes militares e tantos outros episódios marcantes da época. Era o clima da Guerra Fria entre nós e os radicais dos dois lados se movimentavam com maior ou menor exposição, mas se movimentavam muito. Para o Sr. Pinheiro isso não aconteceu! Ele também demonstrou, na declaração, não saber que o governo de Juscelino ocorreu inteiramente dentro do período da Guerra Fria! E se julga no direito de propor revisão de ensino de História, ele que, aparentemente, é pouquíssimo ilustrado nessa ciência. Ademais, nada é mais desonestidade intelectual do que, na ciência histórica, descontextualizar fatos. Qualquer estudante de História sabe disso.

     A Comissão da Verdade parece a mim uma ótima oportunidade desperdiçada para a revelação de fatos históricos, contaminada que está, desde o nascedouro, pelo viés político e revanchista, que nada contribui para a História; mais parece um comitê stalinista para reescrever os fatos passados de modo conveniente ao governante do presente. Uma comissão séria seria constituída basicamente por historiadores reconhecidamente idôneos e não por interessados, direta ou indiretamente, em resultados políticos. Para que contribuísse efetivamente para que fatos semelhantes não venham a se repetir, a comissão teria que apurar toda a verdade, fazer História, e não fazer Política, como se evidencia. 

           Atenciosamente

     Marco Antonio Bompet

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REFORMA DO CÓDIGO PENAL PRETENDE ESMAGAR O QUE RESTA DE VALORES CRISTÃOS!

Para estarmos ligados sobre o que estão fazendo ao nosso país…

O rolo compressor do Projeto Sarney
(Reforma do Código Penal pretende esmagar o que resta de valores cristãos)
(
www.providaanapolis.org.br)

Por Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz (Presidente do Pró-Vida de Anápolis)

aborto-justiça-leis

Em 27 de junho de 2012, uma Comissão de Juristas entregou ao presidente do Senado, José Sarney, o anteprojeto de reforma do Código Penal. Seria de se esperar, que o texto fosse submetido à apreciação da sociedade para receber críticas e sugestões[1]. Isso, porém, não ocorreu. Em 9 de julho de 2012, apenas 11 dias depois, o Senador José Sarney subscreveu o anteprojeto convertendo-o em projeto de lei: o PLS 236/2012. Ao assinar o projeto, Sarney agiu de modo semelhante a Pilatos. Declarou-se, “por uma questão de consciência e religião”, contrário à eutanásia, ao aborto, ao porte de drogas e seu plantio para uso, mas não retirou nada disso do texto que subscreveu. Lavou as mãos, disse que era inocente do sangue de Cristo, mas decretou a sentença injusta. Favoreceu a presidente Dilma que, embora favorável ao aborto, havia prometido na campanha eleitoral não enviar ao Congresso qualquer proposta abortista.

O anteprojeto – agora convertido em projeto – foi muito mais audacioso que o de 1998. Pretendeu reformar não só a parte especial do Código Penal, mas também a parte geral e a imensa legislação penal extravagante. E tudo isso no curto prazo de seis meses![2] O resultado foi um conjunto de 544 artigos cheios de falhas graves.


Animais e pessoas

Segundo a linha ideológica do PLS 236/2012, o ser humano vale menos que os animais. A omissão de socorro a uma pessoa (art. 132) é punida com prisão, de um a seis meses, ou multa. A omissão de socorro a um animal (art. 394) é punida com prisão, de um a quatro anos.

Conduzir um veículo sem habilitação, pondo em risco a segurança de pessoas (art. 204) é conduta punida com prisão, de um a dois anos. Transportar um animal em condições inadequadas, pondo em risco sua saúde ou integridade física (art. 392), é conduta punida com prisão, deum a quatro anos. Os ovos, larvas ou espécimes da fauna silvestre não podem ser vendidos, adquiridos, transportados nem guardados, sob pena de prisão, de dois a quatro anos (art. 388, §1º, III). Os embriões humanos, porém, podem ser comercializados, submetidos à engenharia genética ou clonados sem qualquer sanção penal, uma vez que ficam revogados (art. 544) os artigos 24 a 29 de Lei de Biossegurança (Lei 11.101/2005).


Terrorismo e invasão de terras

O terrorismo é criminalizado (art. 239). Mas as condutas descritas (sequestrar, incendiar, saquear, depredar, explodir…) deixam de constituir crime de terrorismo se “movidas por propósitos sociais ou reivindicatórios” (art. 239, §7º). Os invasores de terra são favorecidos, uma vez que “a simples inversão da posse do bem não caracteriza, por si só, a consumação do delito” (art. 24, parágrafo único).


Prostituição infantil

Atualmente comete estupro de vulnerável quem pratica conjunção carnal com menor de 14 anos (art. 217-A, CP). O projeto baixa a idade: só considera vulnerável a pessoa que tenha “até doze anos. Isso vale para o estupro de vulnerável (art. 186), manipulação ou introdução de objetos em vulnerável (art. 187) e molestamento sexual de vulnerável (art. 188).

Deixa de ser crime manter casa de prostituição (art. 229, CP) ou tirar proveito da prostituição alheia (art. 230, CP). Quanto ao favorecimento da prostituição ou da exploração sexual de vulnerável, a redação é ainda mais assustadora: só será crime se a vítima for “menor de doze anos” (art. 189). Deixa de ser crime, portanto, a exploração sexual de crianças a partir de doze anos.


Drogas

Quanto às drogas, somente o tráfico permanece crime (art. 212). Deixa de ser crime o consumo pessoal de drogas (art. 212, § 2º). Presume-se que a quantidade de droga apreendida destina-se a uso pessoal quando ela é suficiente para o consumo por cinco dias (art. 212, § 4º).


Aborto

Quanto ao aborto, o projeto reduz ainda mais as penas já tão reduzidas. O aborto provocado pela gestante ou com seu consentimento, atualmente punido com detenção de um a três anos, passa a ter pena de prisão de seis meses a dois anos (art. 125). O terceiro que provoca aborto com o consentimento da gestante, atualmente punido com reclusão de um a quatro anos, passa a sofrer pena de prisão de seis meses a dois anos (art. 126). Se o aborto for provocado sem o consentimento da gestante, o terceiro é punido com prisão, de quatro a dez anos (art. 127). Curiosamente, ele recebe um aumento de pena de um a dois terços se, “em consequência do aborto ou da tentativa de aborto, resultar má formação do feto sobrevivente” (art. 127,§1º). Esse parágrafo parece ter sido incluído para estimular o aborteiro a fazer abortos “bem feitos”, evitando que, por “descuido”, ele deixe a criança com vida e má formada.

As maiores mudanças, porém, estão no artigo 128. Ele deixa de começar por “não se pune o aborto” e passa a começar por “não há crime de aborto. O que hoje são hipóteses de não aplicação da pena (escusas absolutórias) passa a ser hipóteses de exclusão do crime. E a lista é tremendamente alargada. Basta que haja risco à “saúde” (e não apenas à “vida”) da gestante (inciso I), que haja “violação da dignidade sexual” (inciso II), que a criança sofra anomalia grave, incluindo a anencefalia (inciso III) ou simplesmente que haja vontade da gestante de abortar (inciso IV). Neste último inciso o aborto é livre até a décima segunda semana (três meses). Basta que um médico oupsicólogo ateste que a gestante não tem condições “psicológicas” (!) de arcar com a maternidade.


Eutanásia e suicídio assistido

“Matar por piedade ou compaixão” (eutanásia) passa a ser um crime punível com prisão, de dois a quatro anos (art. 122), muito abaixo da pena prevista para o homicídio: prisão, de seis a vinte anos (art. 121). Porém, o juiz pode reduzir a pena da eutanásia a zero, avaliando, por exemplo, “os estreitos laços de afeição do agente com a vítima” (art. 122, § 1º). Também o auxílio ao suicídio, em tese punível com prisão, de dois a seis anos (art. 123), pode ter sua pena reduzida a zero, nos mesmos casos descritos para a eutanásia (art. 123, §2º).


Renúncia ao excesso terapêutico

O artigo 122, § 2º parece inspirado na doutrina, aceita pela Igreja, de que o paciente pode renunciar a tratamentos desproporcionais aos resultados, que lhe dariam apenas um prolongamento penoso e precário da vida[3]. A redação, no entanto, é infeliz: fala em deixar de fazer uso de meios “artificiais” para manter a vida do paciente em caso de “doença grave e irreversível”. Ora, a medicina é uma arte e todos os seus meios são artificiais. Do modo como está escrito, o parágrafo pode encobrir verdadeiros casos de eutanásia por omissão de cuidados normais devidos ao doente.


Infanticídio indígena

Há tribos indígenas que costumam matar recém-nascidos quando estes, por algum motivo, são considerados uma maldição. De acordo com o projeto, tais crianças ficam sem proteção penal, desde que se comprove que o índio agiu “de acordo com os costumes, crenças e tradições de seu povo” (art. 36).


“Preconceito” de gênero

De todos os males contidos no projeto, o mais difícil de corrigir são as cláusulas onde foi inserida a ideologia de gênero, que considera o homossexualismo (e talvez também a pedofilia e a bestialidade) como uma legítima “opção” sexual ou “orientação” (ao invés de desorientação) sexual. O PLC 122/2006 (projeto anti-“homofobia”) da Senadora Marta Suplicy (PT/SP) foi todo inserido no PLS 236/2012. Está no alvo do projeto o bispo diocesano que não admite um homossexual no seminário ou que o afasta do seminário após descobrir sua conduta (art. 472, V), o dono de hotel que se recusa a hospedar um “casal” de homossexuais (art. 472, VI, a) e a mãe de família que demite a babá que cuida dos seus filhos após descobrir que ela é lésbica(art. 472, II). Poderá talvez ser acusado de “tortura” o pregador que, ao comentar um texto bíblico desfavorável ao homossexualismo, “constranger alguém” do auditório, causando-lhe sofrimento “mental” (art. 468, I, c). Segundo o projeto, tais condutas são motivadas por “preconceito” de “gênero”, “identidade ou orientação sexual”. São crimes imprescritíveis, inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia (art. 474 e 468, § 7º).

A perseguição religiosa está preparada e tende a ser violenta. No entanto, o motivo mais grave que nos deve levar a rejeitar tais cláusulas não está nas suas consequências práticas, mas nos princípios em que se baseiam. Toda pessoa, ainda que pratique condutas sexuais reprováveis, como a pedofilia, o estupro, o incesto, a bestialidade ou o homossexualismo, continua sendo pessoa. E é somente na qualidade de pessoa que ela tem direitos. A deformidade moral que a atinge não pode acrescentar-lhe direitos. Quem aceitaria que alguém, ao assassinar um pedófilo, recebesse, além da pena devida ao homicídio, uma pena extra por demonstrar “intolerância” ou “preconceito” contra a pedofilia? É justamente isso que pretende o projeto. Agravar a pena de todos os crimes, se eles forem praticados por “preconceito” de “orientação sexual e identidade de gênero” (art. 77, III, n).

Essa inadmissível agravante genérica aparece também em crimes específicos, como o homicídio (art. 121, §1º, I), a lesão corporal (art. 129, § 7º, II), a injúria (art. 138, § 1º), o terrorismo (art. 239, III), o genocídio (art. 459), a tortura (art. 468, I, c) e o racismo (art. 472).

Deus se compadeça de nós.

Anápolis, 11 de setembro de 2012.

Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz

Presidente do Pró-Vida de Anápolis


[1] Assim aconteceu com o anteprojeto de Código Penal de 1998, que depois de publicado pelo Ministério da Justiça, ficou por um bom tempo sujeito às críticas da sociedade, inclusive dos Bispos. Porém, nunca chegou a tornar-se projeto de lei.

[2] Em 16/06/2011 o Senador Pedro Taques (PDT/MT) apresentou o Requerimento 756/2011 solicitando a criação de uma Comissão de Juristas para reformar o Código Penal no prazo de 180 dias. O requerimento foi aprovado pelo plenário em 10/08/2011. A Comissão começou a trabalhar em 18/10/2011.

[3] Cf. JOÃO PAULO II, Evangelium Vitae, n. 65.


O Disque Câmara e o Alô Senado são muito mais eficazes do que as mensagens por correio eletrônico.
Sempre são entregues aos parlamentares, são contabilizadas para efeito de estatística e, se o cidadão o permitir, podem ser publicadas.

Em anexo estas mensagens estão em formato PDF


Disque Câmara 0800 619 619

Desejo enviar uma mensagem a todos os deputados do meu Estado:

"Solicito a Vossa Excelência que apoie o PDC 565/2012, do deputado Marco Feliciano, que susta a decisão que aprovou o aborto de crianças anencéfalas".

Solicito ainda que vote em favor da PEC 164/2012, que estabelece a inviolabilidade do direito à vida desde a concepção”.

Solicito por fim que use a tribuna para protestar contra a norma técnica do Ministério da Saúde que pretende ensinar as mulheres a praticarem aborto”.


Alô Senado 0800 61 22 11

Desejo enviar uma mensagem a todos os membros da CAS (Comissão de Assuntos Sociais):

"Solicito a Vossa Excelência que vote CONTRA o PLS 50/2011 que pretende curvar-se diante da arbitrária decisão do STF de legalizar o aborto de crianças anencéfalas. O Congresso precisa insurgir-se contra a crescente invasão de competência daquela Corte".

Desejo ainda enviar uma mensagem a todos os membros da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça).

"Solicito a Vossa Excelência que vote CONTRA o PLS 612/2011 que pretende curvar-se diante da arbitrária decisão do STF que reconheceu a união estável de pessoas do mesmo sexo. O Congresso precisa insurgir-se contra a crescente invasão de competência daquela Corte".

Desejo ainda enviar uma mensagem a todos os membros da Comissão Especial do PLS 236/2012.

"Solicito a Vossa Excelência que na reforma do Código Penal:

a) não descriminalize o aborto, a eutanásia, o suicídio assistido, o uso de drogas, as casas de prostituição, nem diminua a pena para esses crimes;

b) não diminua de quatorze para doze anos a idade mínima para crimes sexuais contra vulneráveis;

c) exclua a criminalização da “homofobia”, que pretende glorificar o homossexualismo e instaurar a perseguição religiosa no país".

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PT: PARTIDO OU RELIGIÃO? EIS A QUESTÃO…

Por: Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz

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Quando um cidadão encontra o *Partido dos Trabalhadores*, encontra um tesouro. Vale a pena vender tudo para comprar o campo onde o tesouro está enterrado. O PT não é o melhor dos partidos políticos. É o único partido verdadeiro. Os outros são simulacros de partido.

A alegria de ter encontrado a verdade, faz com que o cidadão, para filiar-se ao PT, renuncie a tudo. Uma vez filiado, ele não terá mais direito de escolher seus candidatos. Seu dever será "votar nos candidatos indicados" pelo Partido. (Estatuto do *Partido dos Trabalhadores*, aprovado em 11/03/2001, art. 14, inciso VI). Se for candidato a um mandato parlamentar, deverá reconhecer expressamente que o mandato não é seu, mas que “pertence ao partido” (art. 69, inciso I).

A obediência ao Partido é sagrada. Está acima de tudo: de suas opiniões pessoais, de suas convicções, das reivindicações dos eleitores. Só em casos extremamente excepcionais, o parlamentar poderá ser dispensado de cumprir as ordens do alto, para seguir sua consciência ou o clamor dos que nele votaram (art. 67 § 2º).

Com alegria o filiado pagará anualmente uma contribuição proporcional ao seu rendimento (art. 170). Se ocupar um cargo executivo ou legislativo, a contribuição não será anual, mas mensal, obedecendo a uma tabela progressiva (art. 171 e 173). Mas a alegria de ser filho do verdadeiro Partido faz com que todas essas imposições pareçam leves.

Dentro do Partido, zela-se não só pela unidade ("que todos sejam um"), mas pela uniformidade. Frações, públicas ou internas ao Partido são expressamente proibidas (art. 233 §4º). No entanto, os filiados podem organizar-se em "tendências" (art. 233). Estas, porém, estão submissas às decisões partidárias e ao encaminhamento prático do Partido (art. 238). Nenhum filiado poderia, por exemplo, organizar uma tendência para combater o "casamento" de homossexuais ou a legalização do *aborto*, que são bandeiras do Partido. As tendências não podem ter sedes próprias (art. 235 "caput"), não podem reunir-se com não-filiados (art. 235 §3º) e não podem difundir suas posições fora do Partido (art. 236 §1º). Mesmo que uma tendência deseje publicar documentos seus, contendo posições oficiais do Partido, está proibida de fazê-lo (art. 236 §2º). O petista submete-se a todo este mecanismo de controle, ciente de que o Partido sabe o que faz.

Se sou vereador e o Partido me proíbe de propor um projeto de lei pró-vida, não tenho motivo para reclamar. O Partido deve ter suas razões. Se sou senador e cabe a mim a tarefa de emitir um relatório sobre um projeto de *aborto*, eu, por fidelidade ao PT, não posso manifestar-me contra a proposta. Devo agradecer ao Partido por ele, benignamente, permitir que eu passe o encargo de relator a um colega abortista. Se sou deputado federal e o Partido manda que eu me ausente de uma sessão deliberativa, onde meu voto, contrário ao *aborto*, atrapalhará a aprovação de um projeto, a resignação será minha melhor atitude.

Tudo isso e muito mais vale a pena. Pois todos os outros partidos são comprometidos com as oligarquias, com o neoliberalismo, com a classe dos opressores, e não dão importância aos pobres, aos excluídos, aos marginalizados, aos explorados, aos sem voz e sem vez. Pertencer ao PT é uma glória tão grande que justifica qualquer custo.

Se sou petista, pouco me importa que Lula e Fidel Castro tenham fundado em 1990 o Foro de São Paulo para fortalecer a ditadura cubana. Não me interessa que, em dezembro de 2001, Lula tenha elogiado o regime comunista de Cuba durante sua viagem a Havana, nem que lá estivessem presentes chefes narco-guerrilheiros colombianos.

Se sou petista, não quero saber por que entre os oitos projetos de lei abortistas em tramitação no Congresso Nacional, seis são de autoria do PT.

Não me interessa explicar por que nenhum parlamentar petista, desde a mais humilde Câmara Municipal até o Senado Federal, tenha ousado propor um projeto de lei antiabortista.

Aliás, o bom petista jamais chegaria até esta linha do artigo. Muito antes já teria parado a leitura por considerá-la perigosa à fé que ele tem no Partido. Fora dessa fé não pode haver salvação.

Agora, uma pergunta final, com vistas as eleições de outubro: pode um cristão votar no PT?

Pode. Mas antes ele precisa trocar sua Certidão de Batismo pela Certidão de Petismo. Duas religiões antagônicas não podem coexistir num mesmo fiel.

Anápolis, 27 de outubro de 2002
Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
Presidente do Pró-Vida de Anápolis

Fonte:
Cruz, Pe. Luiz Carlos Lodi da – "PT: Partido ou religião? Eis a questão…"
MONTFORT Associação Cultural
http://www.montfort.org.br/index.php?secao=imprensa&subsecao=brasil&artigo=brasil20030908_1
Online, 10/02/2008 às 03:35h

A MENTIRA PERDEU (Nota oficial)

Nas eleições de 2010, a candidata Dilma Vana Rousseff e sua coligação pediram a apreensão do documento “Apelo a Todos os Brasileiros e Brasileiras” sob o argumento de infringir a lei eleitoral por debater o aborto. Também nos atribuíram a “mentira” de Dilma Vana Rousseff e o PT serem a favor da liberação do aborto. Provamos que o PT e Dilma Rousseff eram e continuam sendo a favor da liberação do aborto.

Panfleto-da-CNBB-Sul

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A Vice-Procuradora Geral Eleitoral, Dra. SANDRA CUREAU, encarregada do parecer sobre a apreensão dos impressos, assim se pronunciou: “Aliás, é natural e saudável que temas como esse sejam debatidos durante o período eleitoral, pois isso permite que os candidatos se posicionem, assumam compromissos, esclareçam suas idéias e pactuem com seus eleitores os termos de sua ação política. Em uma sociedade verdadeiramente democrática e plural, o período eleitoral deveria ser justamente o ápice desse tipo de discussão.”

O Tribunal Superior Eleitoral determinou a devolução dos “panfletos”, que podiam ser distribuídos e o serão durante nos próximos meses. Outros documentos novos poderão ser redigidos e impressos, assinados por nós, para serem distribuídos. A morte não pode vencer a vida.

Na época das eleições, e posteriormente, fomos acusados de criminoso por várias pessoas e veículos de comunicação. Hoje, estamos ajuizando duas ações de indenização por danos morais: uma contra a Igreja Universal Mídia (pedido de dois milhões de reais) e outra contra a entidade “Catolicas” pelo Direito de Decidir (pedido de um milhão de reais). Ordenamos aos advogados que busquem outros artigos ou matérias, passadas ou futuras, ofensivas à nossa honra e reputação, para que sejam ajuizadas novas ações. É hora de buscar a lei civil !

A mentira nunca prevalecerá. A mentira perdeu. A partir de agora, o Cristianismo conta com um exercito virtual de Blogueiros e Internautas de Cristo que mudarão o Brasil. A data 21.03.2012 será o marco da mudança do Brasil, dos conchavos políticos e da moral apodrecida pelas mentiras, para o Brasil da transparência e da verdade.

Jesus Cristo nos disse:

“O ladrão só vem para roubar, matar e destruir. Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância.” (Jo 10,10) “Eu sou o caminho a verdade e a vida.” (Jo 14,6)

Chegou o tempo do Brasil da Paz e do Bem, do Brasil da Verdade e da Vida, do Brasil de Jesus Cristo!

O Brasil dos Blogueiros e Internautas de Cristo!

São Paulo, 21 de março de 2012.

Dom Luiz Gonzaga Bergonzini
Bispo Emérito de Guarulhos
Jornalista MTb 123

Postado em: https://carloslopesshalom.wordpress.com

RELATÓRIO DOS VALORES RECEBIDOS PELA ONG, CATÓLICAS PELO DIREITO DE DECIDIR (CDD)

Aborto Não

A ONG, “CATÓLICAS” PELO DIREITO DE DECIDIR (CDD),  recebeu nos anos 2009 e 2010 centenas de milhares de reais do Governo Federal entre doações e repasses de verbas para pagamentos de "serviços" contratados. As CDD tem entre seus objetivos desconstruir, a partir da própria tradição cristã, as bases culturais e teológicas que impedem as pessoas, especialmente as mulheres, de viver a sexualidade e a reprodução com autonomia e liberdade, afirmando os direitos sexuais e reprodutivos como Direitos Humanos.

Na verdade é uma ONG milionária que recebe muito dinheiro do exterior e do governo federal, ou seja, do contribuinte, QUE TEM ENTRE OS SEUS OBJETIVOS A APROVAÇÃO DO ABORTO!

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”CATÓLICAS” PELO DIREITO DE DECIDIR S/C
            CNPJ/MF 00.281.863/0001-84
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM
            31 DE DEZEMBRO DE 2010 E 2009
                                  EM REAIS

                                                                            2010                              2009
RECEITAS DE DOAÇÕES                              657.519,85                  1.180.608,03
The Ford Foundation                                        73.710,00                      387.398,14
The Fund For Womens Health Coaliti                85.115,50                        70.802,25
Catolic For Choice                                            91.450,00                      114.579,96
CMC                                                                88.564,00                      109.358,36
Global Founds                                                        -                                  40.020,00
Unifem                                                              16.380,00                        100.494,26
Stichting Oxfam Novib                                        59.230,65                        252.700,00
SPM do Governo Federal                                  173.022,31                          95.980,16
Outras Doações Diversas                                    6.091,09                            9.274,90
Fundação Angela Borba                                    50.000,00                                  –
IPPF                                                                    13.956,30                                  –
CUSTOS DAS ATIVIDADES                          (568.292,59)                      (451.307,89)
Pessoal e Encargos                                                  -                                  (38.073,34)
Operacionais                                                    (138.585,99)                      (217.012,39)
Séc. Especial de Políticas para as Mulheres    (275.432,20)                          (3.733,71)
Ministério da Saúde                                                  -                                  (192.488,45)
Oxfam Novib                                                      (152.274,40)                                  –
Fundo Elas                                                            (2.000,00)
                                  –

Fonte: http://www.catolicas.org.br/uploads/Auditoria-Catolicas-Parecer2011.pdf

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